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63% das famílias com crianças perderam renda no Brasil durante a pandemia

“A redução também está mais presente nas camadas mais pobres: 67% daqueles com renda familiar de até um salário mínimo tiveram redução de rendimentos, contra 36% daqueles com renda familiar de mais de 10 salários”, diz o estudo

No mesmo dia em que Jair Bolsonaro defendeu o trabalho infantil, relembrando os “bons tempos onde o menor podia trabalhar”, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou estudo em que revela que no Brasil 63% das famílias com crianças e adolescentes perderam renda durante a pandemia.

“A redução também está mais presente nas camadas mais pobres: 67% daqueles com renda familiar de até um salário mínimo tiveram redução de rendimentos, contra 36% daqueles com renda familiar de mais de 10 salários”, diz o estudo divulgado pelo Unicef nesta terça-feira (25).

Segundo o levantamento, 52% das famílias com filhos pediram auxílio emergencial, mas 25% delas não foram atendidas.

“A pesquisa deixa claro que os impactos econômicos e sociais da pandemia afetam mais crianças, adolescentes e suas famílias. Para além dos benefícios temporários, é importante que os programas regulares de proteção social incluam, de maneira sustentável, todas as famílias vulneráveis. Por isso, precisam ser focalizados nas que mais precisam, aquelas com crianças, que já apresentavam altos índices de vulnerabilidades, acentuadas pela pandemia”, afirma Liliana Chopitea, chefe de políticas sociais, monitoramento e avaliação do UNICEF no Brasil.

Alimentação
O levantamento mostra ainda que um em cada cinco brasileiros (21%) passou por algum momento em que os alimentos acabaram e não havia dinheiro para comprar mais. Entre aqueles que residem com crianças e adolescentes, o porcentual chegou a 27% – 9% dessas famílias disseram que tiveram fome e deixaram de comer por falta de dinheiro para comprar comida.

O estudo revela um aumento de consumo de alimentos processados, sendo que 31% relataram que deixaram de consumir carnes e alimentos frescos e passaram a comer mais alimentos industrializados como macarrão instantâneo, bolos, biscoitos recheados, achocolatados, alimentos enlatados, entre outros.

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