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A reforma trabalhista veio para massacrar o trabalhador

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A reforma trabalhista passou, mas a CTB, junto das centrais Sindicais, estão avaliando as estratégias de luta necessárias nos campos jurídico, da mobilização social e esfera política. “Temos muita luta pela frente. A principal delas é buscar a reversão desta reforma trabalhista que liquida com os nossos direitos. Outra questão fundamental é o fortalecimento dos Sindicatos, já que o trabalhador está muito inseguro com as reformas e não pode ficar sozinho”, declarou o presidente em exercício do sindicato dos Metalúrgicos, Claudecir Monsani.

 

Veja aqui alguns pontos desta reforma:

Trabalho intermitente
A contratação é por apenas alguns dias no mês, ou hora de serviço. O trabalhador tem que ficar à disposição da empresa que o convocará conforme a demanda. Mas, a remuneração também é somente pelas horas trabalhadas. Por exemplo, se o trabalhador for convocado por quatro horas, recebe somente pelas quatro horas, ou se for chamado por 15 dias, recebe somente esses dias. Se não for chamado, não recebe. Não há garantia de remuneração mínima no mês.

Terceirização irrestrita
A reforma liberou a terceirização da atividade-fim da empresa. As empresas poderão substituir os trabalhadores contratados diretos pelos terceirizados. A remuneração desses trabalhadores é, em média, 30% menor.

Horas extras
O valor da hora extra até a reforma era negociado em acordo coletivo, com o Sindicato. O nosso acordo coletivo de 2016 (que vale até 2018), garante adicional de até 130%, e as horas extras precisam ser pagas em dinheiro. Com a reforma, a negociação pode até ser feita individualmente, ou seja, o trabalhador será pressionado pelo patrão a ceder. As horas extras poderão se tornar banco de horas e revertidas em folga. Temos que lutar juntos para evitar isso.

Demissão
Com a terceirização e o trabalho intermitente, os empresários poderão substituir seus trabalhadores diretos por essas modalidades, o que vai gerar inúmeras demissões. Com a reforma trabalhista em vigor, os patrões pressionarão o trabalhador para aceitar um “acordo” de demissão consensual. O trabalhador não receberá mais 40% de multa rescisória. Terá direito a somente 20% em relação ao FGTS, podendo sacar somente até 80% do fundo e perdendo o seguro-desemprego.

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