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Adilson Araújo: Em defesa dos sindicatos

No Dia do Trabalhador de 2017, as centrais optaram por fazer um ato em São Paulo no vão do MASP, na Av. Paulista. Infelizmente, depois de muita perseguição política do prefeito da cidade, João Doria Jr., aquele ato acabou interditado. Os sindicalistas decidiram então sair em marcha pela cidade, até a Praça da República, onde houve um ato cultural.No Dia do Trabalhador de 2017, as centrais optaram por fazer um ato em São Paulo no vão do MASP, na Av. Paulista. Infelizmente, depois de muita perseguição política do prefeito da cidade, João Doria Jr., aquele ato acabou interditado. Os sindicalistas decidiram então sair em marcha pela cidade, até a Praça da República, onde houve um ato cultural.

Foi aprovada na última reunião da Direção Nacional da CTB a realização de uma campanha de fortalecimento das entidades sindicais. A iniciativa tem por objetivo ampliar a representatividade das entidades e deve ter por foco a difusão da consciência de classe e, concomitantemente, a sindicalização no local de trabalho.

Vivemos um momento de grave crise econômica, social e política, em que a ofensiva neoliberal atropela a democracia e a soberania nacional e tem como alvos principais o Direito do Trabalho, conquistado arduamente ao longo de mais de um século de lutas, e a organização sindical dos trabalhadores.

Agenda regressiva

Quem mais sofre as consequências da implementação da agenda ultraliberal são os que mais necessitam. A classe trabalhadora amarga um profundo revés. Estão acabando com os direitos consagrados na CLT e na Constituição Federal. Prevalecem na sociedade o ódio e o preconceito, disseminados pela mídia golpista, sentimentos que são aliados da ganância sem limites do patronato.

Este, a fim de forçar a redução do custo da mão de obra de forma a aumentar a sua cesta de lucros, tenta impor a todo custo, e infelizmente com sucesso, uma agenda regressiva que consiste na subtração de direitos históricos, temperada com iniciativas que contrariam a democracia e a soberania nacional.

Aqueles que reclamaram mudanças na legislação trabalhista alegaram a necessidade de modernizar as relações de produção, garantir a segurança jurídica e a geração de empregos. Mas o que estamos assistindo é a precarização, restrição das negociações coletivas, e, no quadro de crescente desemprego, os poucos empregos gerados no último período ou são por contrato parcial ou trabalho por conta própria e intermitente.

Precarização e produtividade

A elevada informalidade e o trabalho precário são tão preocupantes que para muitos empresários este já passou a ser a principal causa da redução da produtividade, o que configura mais um sério problema para o desenvolvimento econômico. A precarização caminha de mãos dadas com a queda de produtividade e a degradação do mercado de trabalho brasileiro, onde nada menos do que 27,7 milhões de pessoas estão sem emprego ou na condição de subocupados.

Tamanho desperdício de força de trabalho é um sinal de patologia econômica, uma vez que o trabalho é a força que agrega valor no processo de produção de mercadorias. O desemprego e a subocupação não são apenas uma inaceitável tragédia social, significam também prejuízos bilionários para a economia nacional e não se deve esperar retomada da produção sem crescimento da oferta de empregos.

O cenário é dramático. Para a classe trabalhadora não há caminho alternativo ao da resistência. E nesse contexto a unidade e solidariedade são palavras-chave. Sem levar isso em consideração corremos sério risco de sucumbir. Ademais, se é verdade que a crise pode gerar oportunidades, a reestruturação sindical pode ser o fator decisivo para uma repaginada na organização sindical.

Organizar as bases

Sindicatos fortes, capazes de inovar, criar e se fazer mais próximos dos anseios e expectativas da classe trabalhadora, são mais do que necessários. É o melhor remédio contra a extinção da Contribuição Sindical compulsória, embutida na contrarreforma trabalhista para debilitar a resistência da nossa classe contra o retrocesso.

Cresce a necessidade de responder aos novos desafios fortalecendo a nossa organização no local de trabalho. Potencializar novas ações, sobretudo na comunicação, gerando maior interação com a classe, é decisivo para nossa sobrevivência.

Acreditamos ser este o caminho necessário para juntos, barrarmos o retrocesso e resgatar nossos direitos. Isso será possível com a destacada participação de cada uma das entidades filiadas à CTB. As entidades, parte integrante da campanha nacional, terão todas as peças afixadas à sua logomarca.

Trata-se de um importante investimento. Para a CTB a centralidade política do trabalho de base é o principal desafio para o enraizamento e fortalecimento do sindicato, que deve estar organizado em cada canto dos locais de trabalho.

A conscientização será o fator decisivo para elevarmos a nossa representação e a nossa representatividade. Ampliar o quadro de sócios vai potencializar a nossa força em contraposição à desregulamentação do trabalho. Constitui-se, por consequência, tarefa imperativa de primeira ordem.

Vamos juntos arregaçar as mangas, trabalhar incansavelmente em prol dos interesses da classe trabalhadora e de um Brasil democrático, justo e soberano. O caminho para superação das atuais dificuldades exigirá posicionamento firme frente aos desafios da batalha política-eleitoral. A eleição de parlamentares vinculados ao campo democrático e popular será definidora na resistência contra o golpe.

Com certeza estamos indicando o caminho certo. Fortalecer os Sindicatos é a nossa melhor proteção contra a ofensiva das forças conservadoras.

Vamos à luta, até a Vitória!

Adilson Araújo
Presidente Nacional da CTB

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