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Após quatro meses de intervenção militar, tiroteios aumentam 36% no Rio

Rio de Janeiro - Força Nacional faz ação contra roubo de cargas na Avenida Brasil, durante operação em conjunto com militares, polícias estaduais e Rodoviária Federal, nas rodovias do estado (Tomaz Silva/Agência Brasil)Rio de Janeiro - Força Nacional faz ação contra roubo de cargas na Avenida Brasil, durante operação em conjunto com militares, polícias estaduais e Rodoviária Federal, nas rodovias do estado (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Observatório da Intervenção fez um balanço dos quatro meses de intervenção militar no Rio de Janeiro, a partir dos números do Fogo Cruzado, laboratório de dados sobre violência. Com um decreto publicado no dia 16 de fevereiro deste ano, do governo de Michel Temer, o general do Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, assumiu a segurança pública do Rio.

“Passados 120 dias da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, megaoperações policiais e militares se sucedem, cada vez maiores, com resultados pouco expressivos”, diz o balanço. De fevereiro a maio, houve 444 mortes por policiais e 39 agentes morreram. O número de tiroteios teve um aumento expressivo passando de 2355 nos quatro meses pré-intervenção para 3210 nos últimos quatro meses.

O decreto que autorizou a União a intervir no Rio de Janeiro vai até o dia 31 de dezembro deste ano. No entanto, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, sugeriu nesta sexta (15) que a intervenção seja prorrogada por mais um ano, até o fim de 2019.

“Para melhorar a segurança pública, precisamos de medidas estruturantes, de integração das forças e de combate à corrupção. A intervenção prometeu tudo isso. Mas só está entregando operações, tiroteios e mais mortos em confrontos, inclusive policiais. Até quando?”, questiona o Observatório.

 

Revista Forum

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