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ASSÉDIO MORAL NA BEPO: O TRABALHADOR NÃO É ESCRAVO

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Nem bem a reforma trabalhista de Temer entrou em vigor e alguns patrões acham que podem fazer o que bem entendem com os trabalhadores. Como o Sindicato já vinha alertando há algum tempo sobre esta reforma, agora, mais do que nunca, é necessário lutar e reafirmar a dignidade do trabalhador diante dos desmandos dos patrões: jamais aceitaremos perder direitos ou qualquer humilhação!
Nesta semana, na quarta-feira (29), ocorreu um incidente lamentável na empresa Bepo. Segundo inúmeras denúncias recebidas no Sindicato, um dos proprietários da empresa teria ofendido diversos trabalhadores com xingamentos em plena linha de produção. Teria chamado pais e mães de família de vagabundos, incompetentes, entre outros adjetivos.
Diante da gravidade do fato, a direção do Sindicato dos Metalúrgicos está acionando sua assessoria jurídica para reestabelecer a normalidade das relações na fábrica. “Estamos apurando essa gravíssima denúncia. Caso o fato seja comprovado a empresa terá de se retratar perante seus funcionários, que dão o sangue no dia a dia pela produção. Ninguém merece este tipo de tratamento. Não somos escravos”, enfatizou o presidente do Sindicato, Claudecir Monsani.

 

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ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO

O assédio moral nas relações de trabalho ocorre frequentemente e caracteriza-se pela exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras durante a jornada de trabalho. Essas práticas acontecem em relações hierárquicas autoritárias, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas, geralmente de um ou mais chefes, dirigidas a um ou mais subordinados.

São atos cruéis que expõem os trabalhadores a situações constrangedoras e humilhantes, desestabilizando-os emocionalmente.

 

SÃO EXEMPLOS DE ASSÉDIO MORAL:

Ameaçar constantemente, amedrontando quanto à perda do emprego

Chamar a todos de incompetentes

Repetir a mesma ordem para realizar tarefas simples, centenas de vezes, até desestabilizar emocionalmente o subordinado

Sobrecarregar de tarefas ou negar informações, impedindo a continuidade do trabalho

Rir do trabalhador

Querer saber sobre o que está conversando

Ignorar a presença do trabalhador

Desviar da função ou retirar material necessário para a execução do trabalho

Trocar de turno de trabalho sem avisar previamente

Mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador

Dispensar o trabalhador por telefone, telegrama ou correio eletrônico quando ele estiver de férias

Espalhar entre os colegas que o trabalhador está com problemas nervosos

Sugerir que o trabalhador peça demissão devido a problemas de saúde

Divulgar boatos sobre a moral do trabalhador

Restringir o uso do sanitário

Revista vexatória

 

Ofensas, gritos e xingamentos caracterizam assédio moral!

 

O QUE A VÍTIMA DEVE FAZER:

Resistir. Anotar com detalhes todas as humilhações sofridas. Dar visibilidade, procurando ajuda dos colegas. Evitar conversa com o agressor sem testemunhas. Procurar o Sindicato e relatar o ocorrido. Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas.

 

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