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Assembleia na Engatcar exige pagamento de verbas

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Em pleno mês de março, o mês da mulher, a empresa Engatcar, de Caxias, cuja planta tem uma maioria de mulheres na produção, vem demitindo e negando-se a pagar as verbas rescisórias. Mais de 40 foram dispensados nas últimas semanas. Na manhã desta terça (21) o Sindicato realizou a segunda assembleia na porta da fábrica.
“Estamos na mesma situação daquelas que foram queimadas”, diz uma trabalhadora indignada, ao citar a história que gerou o 8 de março.
O sindicato está mobilizado para resolver o problema. Já ocorrera uma assembleia na porta da fábrica há alguns dias e duas reuniões de negociação com a direção da empresa que, até o momento, não apresentou solução. O Sindicato reafirmou que não admite parcelamento de verbas rescisórias. “Se a empresa demitiu tem que pagar o que é de direito do trabalhador. Isso representa a dignidade para quem se dedicou por tantos anos para gerar o lucro do patrão”, afirmou o presidente em exercício do Sindicato, Claudecir Monsani.
A diretora do departamento feminino do Sindicato, Lisiane Cavalli, faz um alerta acerca dos prejuízos que a Engatcar está gerando às trabalhadoras e aos trabalhadores demitidos: “as mulheres, além de sofrer com remuneração inferior e ter de conciliar o cuidado com os filhos e a casa, ainda tem de passar por esta humilhação que é o não recebimento dos seus direitos”.
A Engatcar, que está situada no bairro Bela Vista, produz engates para veículos, chicotes e materiais elétricos. Atualmente possui cerca de 150 funcionários.
Uma nova rodada de negociações entre trabalhadores e a direção da empresa está marcada para a manhã de hoje.

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