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Assembleia rejeita proposta patronal e define por aumento de mobilização

Aprovação Assembleia

“Aumentar a mobilização e a luta nas fábricas e nas ruas”. Esta foi a principal definição da assembleia geral dos metalúrgicos que lotou o auditório da entidade neste sábado (29). Após cinco rodadas de negociação, a posição dos patrões tem sido de intransigência pois não aceitaram nenhuma das alternativas sugeridas pelos trabalhadores. A proposta patronal de 3,34% foi rejeitada por unanimidade pelos presentes que definiram a construção de um grande ato de protesto com impacto na cidade nos próximos dias caso a negociação com a patronal não apresente evolução.

Índice será do tamanho da mobilização

O presidente em exercício do Sindicato, Claudecir Monsani, fez um chamamento à categoria sobre a importância do engajamento para construir um grande movimento em prol de um reajuste mais justo, que valorize os metalúrgicos. “Os patrões têm insistido apenas com o INPC do período, porém isto não valoriza nem recupera a renda das famílias metalúrgicas. A inflação real a gente sente no bolso e no rancho do supermercado, não é este índice que querem nos dar. Por isso vamos seguir lutando pelo reajuste e pelos nossos direitos”, disse.

Para Monsani, o reajuste acima do INPC que pode recuperar parte das perdas sofridas até aqui, só será possível na medida que aumentar a participação da categoria nas atividades da campanha. “Chegou a hora dos metalúrgicos de Caxias mostrarem a sua força. Os trabalhadores estão lutando por respeito e dignidade”.

Empresas apresentam lucros, mas para os trabalhadores são só migalhas

Outra informação colocada pelos trabalhadores na assembleia foi sobre as constantes notícias publicadas na mídia local de crescimento dos lucros das empresas. Tanto é verdade que, no mesmo momento da assembleia, muitos trabalhadores não participaram por estarem fazendo horas extras e serão nas empresas.

A postura gananciosa dos patrões foi muito criticada. “Enquanto os patrões falam em lucros e bilhões na mesa, querem nos oferecer apenas migalhas”, citou a diretora de comunicação do Sindicato, Eremi Melo.

O trabalhador não pode ficar sozinho

Monsani também chamou a atenção para uma luta de grande impacto que os trabalhadores necessitam realizar: contra a retirada de direitos imposta pelas reformas: a trabalhista, já aprovada e a da previdência, que deve entrar na pauta de votações do Congresso em breve. “Temos que nos organizar e mostrar a força dos trabalhadores. Que não concordamos com este verdadeiro assalto nos nossos direitos, feito pelo governo ilegítimo com o apoio dos patrões”, denunciou.

Ainda, segundo Monsani, as centrais sindicais estão avaliando as estratégias de luta necessárias para reverter os retrocessos. Uma das possibilidades é um grande movimento nacional em prol de uma nova Lei Trabalhista de iniciativa popular. “Temos muita luta pela frente. A principal delas é buscar a reversão desta reforma trabalhista que liquida com os nossos direitos. Outra questão fundamental é o fortalecimento dos Sindicatos, já que o trabalhador está muito inseguro com as reformas e não pode ficar sozinho”.

Os patrões, segundo ele, criticavam o imposto sindical, que é apenas uma dia de contribuição do trabalhador para manter sua estrutura de luta e representatividade, mas eles mesmos (os patrões) tiram muito mais que isso do trabalhador com as flexibilizações.

Acordo já

A direção do Sindicato seguirá buscando um acordo, com diálogo e negociação, e que seja justo e valorize o trabalhador. Porém, isso exigirá uma outra postura dos patrões que até então não estão colaborando de fato para o acordo.

 

 

 

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