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Assis defende respeito e dignidade no direito à aposentadoria

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Respeito e dignidade. Esses foram os mantras usados pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, Assis Melo, para se dirigir aos trabalhadores e trabalhadoras no dia nacional de luta contra a Reforma da Previdência e em defesa da aposentadoria. Os dirigentes promoveram assembleias em frente à Fras-le e à Marcopolo de Ana Rech nesta sexta-feira, paralisando por algumas horas as atividades de centenas de trabalhadores.

Eram 5h da manhã quando sindicato concentrou-se em frente ao portão da Fras-le. Usando de uma retórica didática para explicar os impactos da reforma da previdência proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, Assis foi além e abordou outras questões envolvendo os trabalhadores para falar de perdas de direitos e para convocar a classe operária a participar das mobilizações ao destacar que as centrais sindicais estão preparando uma greve geral no Brasil para o mês de abril.

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Eles querem implantar no Brasil o mesmo modelo adotado no Chile, onde hoje idosos catam lixo para comer e sobreviver, e o país registra o maior índice de suicídio de aposentados. Defendem ainda a capitalização privada para beneficiar os bancos e pagar para o trabalhador uma aposentadoria de R$ 400 em vez de um salário.”

Sem nominar Bolsonaro, Assis relembrou que o atual presidente defende que “é mais importante ter trabalho do que direitos.” Esse foi o fio condutor para o líder sindical explicar a diferença entre trabalho e emprego, alertando que esse último conceito é o que assegura os direitos conquistados por meio da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que foi rasgada depois de 70 anos com a Reforma Trabalhista do então presidente Michel Temer sem que houvesse reação e mobilização da classe trabalhadora.

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Agora, com essa reforma trabalhista, vão criar a carteira verde e amarela para que o trabalhador tenha trabalho e não direitos. Ou vocês acham que na hora de contratar os patrões vão optar pela carteira azul com todos os direitos ou pela verde e amarela?”, questionou Assis, reforçando que a intenção é transformar o trabalhador em empresa, porque empresa não tem fim de semana nem tem hora-extra.

Nesse conceito de empresa, que eles chamam o trabalhador de Pessoa Jurídica, é para retirar tudo. E se o trabalhador ficar doente, não terá nem direito ao benefício do INSS, nem as mães terão direito a receber a licença-maternidade, porque tudo isso é Previdência Social”, completou Assis.

O presidente ainda listou algumas conquistas asseguradas atualmente, apesar da reforma trabalhista, graças às cláusulas estabelecidas em convenções coletivas, como a jornada de trabalho em cinco dias úteis da semana.

Eles querem jogar o trabalhador contra o sindicato, mas o sindicato é o representante legítimo dos trabalhadores. Na reforma trabalhista, diziam: os sindicatos são contra porque vão perder a contribuição sindical de um dia de cada trabalhador. Na verdade, isso foi para desmobilizar a categoria, porque desse um dia, o sindicato fica com 60% e os outros 40% vão para o FAT, que é o Fundo de Amparo do Trabalhador. É do FAT que saem os recursos para o seguro-desemprego e programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, porque é o trabalhador quem paga isso com a força do seu trabalho.”

Nas duas empresas, Assis enfatizou a necessidade de o trabalhador se envolver e participar da luta em defesa dos direitos, como a aposentadoria. Ele relembrou da luta histórica em Caxias contra a chamada Emenda 3 de 2007, onde já queriam retirar os direitos e as empresas pararam numa grande greve geral.

O trabalhador precisa refletir. Se tiver greve e eu parar, vão me descontar o dia, costumam dizer os trabalhadores. Mas o que vale mais? Perder um dia e não permitir que lhe tirem o direito de aposentar ou aceitar a reforma da Previdência, sem reagir, como foi com a Reforma Trabalhista?”

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