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Assis Melo: “A Guerra precisa apresentar uma solução. Não vai nos vencer pelo cansaço”

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Os trabalhadores da Guerra estão dando exemplo de solidariedade, luta e união diante da grave situação que enfrentam os demitidos no dia 18 e que até o momento não receberam suas verbas rescisórias. Há um movimento que se mantém firme na porta da fábrica, protagonizado pelos trabalhadores que visa chamar a atenção de Caxias sobre as dificuldades que estão vivendo.

O sindicato continua ao lado dos trabalhadores para fazer valer o que diz a Lei: todo trabalhador demitido precisa receber em até 10 dias. A empresa, por sua vez, não apresenta uma solução e tenta desmobilizar os trabalhadores e atacar o sindicato. Na ultima sexta-feira, a empresa solicitou interdito proibitório para impedir a manifestação dos trabalhadores. O pedido foi negado pela justiça, mas mesmo assim, o juiz Diego Souza, da 2ª Vara, sequestrou bens do sindicato no valor de 120 mil reais, referentes aos dias 25 (sexta), 26 (sábado) e 27 (domingo). O argumento é que o Sindicato estaria abusando do direito de greve. Porém, apenas os trabalhadores que foram demitidos estão em frente à empresa, os portões estão abertos e os funcionários estão trabalhando normalmente.

O presidente do Sindicato, Assis Melo, disse aos trabalhadores que o direito de greve é legítimo e constitucional e que não há abuso nenhum por parte do Sindicato. “Como assim abuso? Qual o abuso? É preciso que a justiça, especialmente o juiz, Diego Souza, que é da segunda vara de Caxias do Sul, que ele viesse aqui, na assembleia ouvir os trabalhadores que não receberam suas verbas rescisórias para entender que não é o sindicato que comete abuso”, falou.

Assis reafirmou que a empresa deve pagar imediatamente as verbas rescisórias dos demitidos ou readmiti-los.

“Não queremos construir uma nova legislação trabalhista, não há necessidade de fazer nada além do que tenha consagrado em lei. E isso é abuso?  A empresa demitir e não pagar, isso não  é abuso? Nós vamos continuar aqui, mobilizados. A Guerra precisa apresentar uma solução. Não vai nos vencer pelo cansaço”, finalizou Assis.

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