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Bolsonaro atrasa pagamentos do Minha Casa Minha Vida e construtoras ameaçam demitir 50 mil

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A dívida do governo com as empreiteiras seria de R$ 450 milhões. A defasagem no cronograma começou no início do ano. O setor da construção, que chegou a empregar 3,4 milhões de pessoas, hoje emprega 2 milhões

 

Coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na edição desta terça-feira (2) da Folha de S.Paulo, informa que construtoras que atuam no Programa Minha Casa Minha Vida ameaçam demitir 50 mil trabalhadores em razão da falta de repasses feitos pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) desde o início do ano.

 

Segundo a reportagem, a dívida do governo com as empreiteiras seria de R$ 450 milhões. A defasagem no cronograma começou no início do ano. Com a promessa de que a situação seria regularizada, os empresários aguardaram até março. Como o dinheiro não veio, eles falam agora em dispensar até 50 mil empregados nos próximos dez dias.

 

O porta-voz do recado dos construtores foi o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. Ele enviou mensagens aos ministros da Casa Civil, do Desenvolvimento Regional e da Economia informando que “não consegue mais segurar o pessoal”.

 

Dados da CBIC indicam que o Minha Casa, Minha Vida representa dois terços do mercado imobiliário brasileiro. O setor da construção, que chegou a empregar 3,4 milhões de pessoas, hoje emprega 2 milhões.

 

O Ministério do Desenvolvimento Regional informou que não houve aviso formal de demissões, mas reconheceu que “tem recebido reclamações de pagamentos abaixo do necessário”

 

Revista Forum