PORTAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DE CAXIAS DO SUL E REGIÃO

         

Brasil Metalúrgico: Pressão por direitos e para recuperar indústria

reuniao-metal-img_0762.114186

 

O movimento é unificado e reúne todas as federações, sindicatos e confederações de metalúrgicos do país com o apoio da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), CSP-Conlutas, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Intersindical, União Geral de Trabalhadores, Central dos Sindicatos Brasileiros e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Em agosto foi criada uma agenda unitária que iniciou no dia 14 de setembro um calendário que prossegue com a plenária desta sexta. A ideia é fortalecer, durante as campanhas salariais, o discurso e a estratégia dos trabalhadores para evitar que a lógica precarizante da reforma trabalhista prevaleça sobre o que está garantido na convenção coletiva.

Reforma dificulta retomada do crescimento

Na opinião do economista (foto), que é responsável pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), em Guarulhos, a reforma trabalhista vai dificultar a retomada do crescimento. “A reforma vai trazer para a legalidade formas de contratação precárias que afetarão o trabalhador e a produtividade das empresas”.

 

Ele citou a rotatividade como um aspecto negativo. “Quanto mais o trabalhador conhece a empresa e o posto e a rotina do dia a dia da empresa, ele tende a ser mais produtivo, mais eficiente”. Na contramão do que diz Rodolfo, a reforma trabalhista deve aumentar a rotatividade.

A médio prazo os efeitos da reforma podem atingir os empregadores, afirmou. “Diminuir os custos do emprego com uma visão de curto prazo vai gerar um trabalhador com salário menor e, portanto, consumo menor também”, acrescentou.

Desemprego

Os metalúrgicos asssumem o protagonismo contra a reforma e em defesa da retomada do crescimento com geração de emprego em um cenário que registra pelo quarto ano consecutivo queda no emprego do segmento.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que em agosto deste ano o setor metalúrgico registra 1 milhão e 911 trabalhadores empregados. Em 2013 havia 2 milhões e 446 mil metalúrgicos trabalhando. 530 mil vagas foram extintas.

“Depois do crescimento registrado de 2013 a 2013, retrocedemos para números registrados em 2007 quando havia 1 milhão e 989 mil metalúrgicos empregados”, destacou Rodolfo.

Resistência histórica

Na opinião dele, o movimento Brasil Metalúrgico surge em sintonia com a trajetória de resistência da categoria. “Historicamente, sempre se mostraram como um dos segmentos de atuação para avançar nos direitos e não permitir retrocesso. Isso se dá pela sua estrutura de organização e a melhor forma de fazer a reforma não colar é tentar barrar nas convenções coletivas”.

“O que os metalúrgicos estão fazendo é um enfrentamento em bloco contra a vigência da reforma trabalhista. Se conseguir bons resultados dá para pensar ações em outros patamares para o ano que vem”, avaliou Rodolfo. À exceção dos metalúrgicos, ele não vê medidas que apontem para a recuperação da indústria em geral e nem da indústria metalúrgica.

“Chama de indústria da transformação porque ela transforma: pega o minério e transforma em lingote de ferro para fazer parte da construção civil. É preciso fortalecer o que agrega valor, fortalecer a indústria”, defendeu.

 

Plenária Nacional dos Trabalhadores da Indústria

Sexta-feira, 29 de setembro
Das 9h às 14h
No CMTC Clube: avenida Cruzeiro do Sul, 808, próximo à estação Armênia do metrô (Linha 1-Azul), São Paulo/SP.

 

Portal Vermelho

Seja o primeiro a comentar em "Brasil Metalúrgico: Pressão por direitos e para recuperar indústria"

Deixe seu comentário

Seu email não será publicado.


*