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Caso Fundifar: não há acordo na segunda audiência no TRT

Fundifar - 2ª audiência

Empresa quer parcelar direitos. Trabalhadores não aceitam.

 

Na segunda audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região, em Porto Alegre, o debate sobre o pagamento das verbas rescisórias dos mais de 20 demitidos da Fundifar continuou sem avanço. A empresa insiste em parcelar os pagamentos, propondo até 8 parcelas. Porém, devido o histórico de não pagamento de outras empresas da região, em processo de Recuperação Judicial, nos casos de parcelamento de direitos trabalhistas, o Sindicato, assim como os trabalhadores presentes, não aceitam parcelar os valores.

A entidade trabalhista chegou a propor licença-remunerada. Já que os patrões não aceitam reintegrar os trabalhadores e só demitir conforme a possibilidade de pagamento pela empresa.

Na avaliação de Assis Melo, presidente do Sindicato, qualquer coisa que se aceite “é abrir mão de direito constituído. Nós só estamos buscando o que está na Lei. Só queremos que a Lei seja cumprida”, declarou ao desembargador Ricardo Carvalho Fraga.

As propostas de parcelamento causam insegurança nos trabalhadores e trabalhadoras presentes na audiência. “Não há nenhuma garantia que vamos receber” constatou uma das trabalhadoras.

Não há mais nenhuma audiência marcada. Se as partes não se manifestarem em até 15 dias, o processo é arquivado.