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Centrais sindicais definem manifestação em frente a Fiergs, no próximo dia 16

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Em plenária estadual, as centrais sindicais decidiram realizar manifestação em frente a Fiergs, no próximo dia 16/8, como parte da programação do Dia Nacional de Lutas, chamado pelas entidades nacionais.

A mobilização está marcada para começar às 7h da manhã, em frente à entidade patronal, que representa um símbolo de retrocessos aos direitos trabalhistas. Recentemente, o presidente da Fiesp propôs jornada de trabalho de 80 horas semanais.

O objetivo do ato é protestar contra a reforma da Previdência e o desmantelamento do Sistema Único de Saúde (SUS), e em defesa das leis trabalhistas (CLT) e da Justiça do Trabalho.

Na plenária, o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Guiomar Vidor, falou sobre a importância das centrais sindicais deixarem de lado suas diferenças e se unirem no momento a fim de fortalecer a luta contra retrocessos. “Vivemos um momento político de grande conspiração dos setores das classes dominantes, empresariado nacional e do governo interino. Temos divergências na análise do atual período, mas buscamos os pontos em comum em prol da unicidade e força. Precisamos preservar essa unidade”, defendeu Vidor.

A secretária da Saúde da CTB-RS, Debora Melecchi, aproveitou a plenária para reafirmar a importância de se defender o SUS. “Usamos o SUS todos os dias, quando vamos a um restaurante ou lanchonete, por exemplo, porque a vigilância sanitária compõe o SUS. Percebe-se assim que o Sistema não se limita apenas ao atendimento em hospitais e postos de saúde. Precisamos unir forças para nos contrapor a proposta do ministro da saúde interino, que não tem nenhum conhecimento na área, de trazer planos de saúde privados e populares com valores baixos, contrariando o que foi conquistado no processo de redemocratização do país, que defende acesso igualitário à saúde para todos. Também devemos lutar contra a PEC 241, que congela por 20 anos os recursos para saúde e educação. Isto significa que toda uma geração não vai usufruir de nada que foi conquistado no processo de redemocratização. Defender o SUS é defender os trabalhadores e o povo brasileiro”, finalizou.

Os dirigentes fizeram a leitura do documento unitário elaborado pelas centrais sindicais, juntamente com o Dieese, em São Paulo, no mês passado. O texto serve como base para as centrais estaduais.

Também foi anunciado pelos presidentes das centrais, que as entidades se reunirão na próxima segunda-feira (15/8) a fim de traçar últimas estratégias de mobilização e, ao meio dia, será distribuído manifesto unitário elaborado pelas centrais do estado, na Esquina Democrática, centro de Porto Alegre.

Texto: Aline Vargas/CTB-RS
Fotos: Marina Pinheiro/Fecosul

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