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Centrais sindicais reafirmam unidade e avisam: Se colocar para votar o Brasil vai parar!

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Em nota unitária, as centrais sindicais (CTB, CSB, CUT, Força Sindical, NCST, UGT, CSP Conlutas, Intersindical, CGTB, Pública Central dos Servidores) aprovaram ESTADO DE GREVE PERMANENTE, convocação de jornada de lutas para a próxima semana e o indicativo de que se o governo insistir em votar a Reforma da Previdência o movimento sindical irá parar o Brasil em uma grande GREVE nacional.

“A contrarreforma do governo é inaceitável. A centrais reafirmam a posição unitária da classe trabalhadora e de todo movimento sindical contra a proposta do governo e convocam os sindicatos e o povo à mobilização total para derrotá-la”, diz a nota.

 

Leia íntegra:

Centrais Sindicais: Se colocar para votar, o Brasil vai parar

As centrais sindicais repudiam e denunciam como mentirosa e contrária aos interesses do povo brasileiro a campanha que o governo Michel Temer vem promovendo para aprovar a contrarreforma da Previdência.

A Proposta enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional não tem o objetivo de combater privilégios, como sugere a propaganda oficial. Vai retirar direitos, dificultar o acesso e achatar o valor das aposentadorias e pensões dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil, bem como abrir caminho para a privatização do sistema previdenciário, o que contempla interesses alheios aos do nosso povo e atende sobretudo aos banqueiros.

Quem de fato goza de privilégios neste País são os banqueiros e os grandes capitalistas, que devem mais de 1 trilhão de reais ao INSS, não pagam e, pior, não são punidos.

Os atuais ocupantes do Palácio do Planalto servem a essas classes dominantes. Tanto isto é verdade que o governo já havia desistido de aprovar a sua contrarreforma neste ano. Voltou atrás por pressão do chamado “mercado”, ou seja, do empresariado e seus porta-vozes na mídia.

A fixação da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, assim como outras alterações nas regras da Previdência pública, vai prejudicar milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

A contrarreforma do governo é inaceitável para a classe trabalhadora e as centrais sindicais e tem custado caro aos cofres públicos. Por isto é rejeitada pela maioria dos brasileiros e brasileiras.

É falsa a ideia de que existe déficit da Previdência. Para melhorar as contas públicas é preciso cobrar mais impostos dos ricos, fazer com que os empresários paguem o que devem à Previdência, taxar as grandes fortunas, os dividendos e as remessas de lucros ao exterior.

A centrais reafirmam a posição unitária da classe trabalhadora e de todo movimento sindical contra a proposta do governo e convocam os sindicatos e o povo à mobilização total para derrotá-la.

Adilson Araujo,

presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil 
Antonio Neto,
presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros 
Paulo Pereira da Silva,
presidente da Força Sindical 
José Calixto Ramos,
presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores 
Ricardo Patah,
presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores
Vagner Freitas,
presidente da CUT – Central Única dos Trabalhares
Carlos Prates,
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
Edson Carneiro Indio,
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora 
Ubiraci Dantas de Oliveira,
presidente da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Br
Nilton Paixão
presidente da Pública Central dos Servidores

 

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