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Movimento Sindical debate contra a retirada dos direitos dos trabalhadores

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Com um auditório lotado, 40 Sindicatos da Serra Gaúcha, entre eles, o Sindicato dos Metalúrgicos, realizaram na tarde ontem (26), a Plenária Sindical em defesa dos trabalhadores. A iniciativa foi resultado de uma preocupação dos movimentos sindicais de Caxias do Sul e região com a agenda regressiva contra os ataques à Previdência Social, à Legislação Trabalhista e à aprovação da PEC 241 promovidos pelo governo Temer.

A abertura do evento foi conduzida pela diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e região, Eremi Melo, que falou sobre a baixa representatividade da classe trabalhadora no congresso nacional. “Nossa classe trabalhadora tem um grande problema e um grande desafio. Quantos deputados estão a nosso favor na Câmara Federal? Nós precisamos promover uma luta política urgentemente, pois é grave o momento que estamos vivendo”, defende Eremi.

 

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Durante a plenária, o advogado e especialista previdenciário Daisson Portanova destacou os benefícios que os trabalhadores perderão, caso as medidas antitrabalhistas sejam aprovadas, como por exemplo, a tese do negociado sobre o legislado. “Se o negociado sobre o legislado entrar me vigor, o trabalhador perde tudo. O legislado é o mínimo social. Eles querem definitivamente retirar todos os direitos dos trabalhadores”, pontuou o advogado.

 

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De acordo com o vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, o Brasil está vivendo um clima de terrorismo político no país. A aprovação recente da PEC 241 na Câmara Federal demonstra um estado de exceção antidemocrático e contra os direitos dos trabalhadores. “A aprovação da PEC 241, e de outras pautas que tramitam no congresso, mostra que o atual governo, além de procurar derrotar a democracia em nosso país, também quer acabar com a Constituição de 1988. A Constituição de 1988 não cabe no PIB do Brasil. Os direitos sociais e econômicos onde o Brasil procurava tentar levar vida digna e civilizada está a ponto de acabar”, ressalta o presidente.

O senador Paulo Paim encerrou a Plenária criticando a aprovação da PEC 241 e o corte de investimentos no país por 20 anos.O senador deu exemplos de como ficaria o orçamento em áreas importantes caso o projeto de cortes fosse aprovado neste ano. Por exemplo, o orçamento da saúde seria de 65 bilhões, e não de 102 bilhões. O investimento na educação de 31 bilhões, em vez de 103 bilhões. “Esse governo quer fazer o povo entender que menos dinheiro é melhor educação. Menos educação melhora a saúde. Não vai ter mais investimentos em saúde. Hoje tem postos de saúde prontos, porém, não estão funcionando, pois os municípios não têm como se manter. Com essa PEC da Maldade, quem irá ter dinheiro para construir novos postos?”, questiona Paim.

Logo após o encontro, houve caminhada pelo centro da cidade.

 

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