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Conta de luz fica mais cara em setembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou na noite de sexta-feira (27) que as tarifas da conta de luz voltarão a subir em setembro. Trata-se da aplicação de mais uma sobre-taxa à bandeira tarifária vermelha patamar 2 – regime que deveria ser excepcional, mas que vigora no país desde julho. 

A bandeira tarifaria vermelha, tipicamente mais alta do que o regime tarifário comum, é aplicado às contas de energia quando o custo de geração sobe com o acionamento das usinas termoelétricas. Em julho, houve aumento de 52% – elevando o valor do kWh (quilowatts-hora) de R$ 6,24 para R$ 9,49.

A Aneel não confirmou qual percentual de aumento será aplicado em setembro, mas segundo reportagem de O Globo, ficará na ordem de 58%. Isso significa que o valor do KWh passará a 14 ou 15 reais. A colunista Ana Flor, do G1, antecipou que o aumento será aplicado já na semana que vem e que, com o reajuste, o custo do Kwh será de R$ 14,20.

A reportagem ainda afirma que o desejo do governo – especificamente por pressão do Ministério de Minas e Energia – era elevar o custo hora para 24 reais por três meses.

As previsões de baixo volume de chuvas antecipavam que o ano seria caótico para o fornecimento de energia e para o abastecimento das hidrelétricas, já que o setor elétrico passa por um desmonte nos investimentos e a iminente venda da Eletrobrás coloca em cheque a autonomia da geração no país.

Ainda assim, o governo nada fez para minimizar o risco, com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que era impossível ter racionamento de luz.

Especialistas já dizem que, diante da situação, uma política de racionamento será inevitável. Enquanto isso, assistimos um apagão velado, à medida que a população não consegue mais pagar a conta de luz.

O custo da energia é, há meses, o principal item de pressão da inflação em disparada no país. De acordo com o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador que antecipa a inflação oficial, a variação do custo de energia em agosto deste ano foi de 5%. Nos oito meses de 2021, a energia já acumula aumento de 16,07% e, em 12 meses, de 20,86%.

Com informações de Hora do Povo.