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Contrato intermitente: trabalhador precarizado é que vai pagar a conta

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Ao comentar os impactos da reforma trabalhista, o diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Clemente Ganz Lúcio, alertou sobre o avanço da precarização agora com a validade da modalidade de contrato intermitente.

Segundo ele, é a falsa a afirmação que essa modalidade irá criar novos empregos e trazer vantagens ao trabalhador. “O contrato intermitente é a extensão do chamado boia-fria, do campo, para o meio urbano”, afirma Ganz Lúcio.

Como funciona?

Essa modalidade diz que o trabalhador ou trabalhadora pode ficar à disposição da empresa e só trabalhará quando for chamado, no entanto, esse trabalhador ou trabalhadora só receberão pelas horas ou dias trabalhados.

De acordo com a nova norma, essa modalidade permite que o contratado estabeleça relação com mais de um contratante.

O diretor do Dieese explica que esse contratado terá que se empenhar em gerir esses diversos contratos, sem nenhuma certeza de que será acionado e, portanto, sem garantia de um rendimento mínimo. “Ele pode ter dez empresas que o contrataram e, se ninguém o chamar, ele não terá nenhuma remuneração, portanto, é um ônus no qual todo o risco fica por conta do trabalhador”, explicou.

 

Fonte: Portal CTB

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