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Centrais sindicais buscam apoio contra as reformas no Senado

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Mais uma vez, na tarde de hoje (03), o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), juntamente com os senadores Roberto Requião (PMDB/PR), Lídice da Mata (PSB/BA), Gleisi Hoffmann (PT/PR), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Paulo Paim (PT/RS), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lindberg Farias (PT/RJ) e Humberto Costa (PT/PE), reuniu com representantes das Centrais Sindicais, para tratar das reformas propostas pelo ilegítimo governo de Michel Temer.

Além da representação de oito centrais – CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CUT, Força Sindical, UGT, CSB, Conlutas, Intersindical e NCST, a reunião também contou com a presença dos deputados federais Bebeto (PSB/BA), Orlando Silva (PCdoB/SP) e Assis Melo (PCdoB/RS).

As centrais sindicais levaram aos senadores o pedido de que a Reforma Trabalhista não fosse atropelada, nos moldes que ocorreu a tramitação na Câmara dos Deputados. Além disso, as diversas manifestações dos sindicalistas foram no rumo de mostrar aos senadores que o PL aprovado na Câmara representa a destruição das Leis trabalhistas e a tentativa de sufocar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, acabando com os sindicatos.

Wagner Gomes, secretário-geral da CTB disse que o encontro representava uma conversa de parceiros que têm o compromisso com a defesa do Brasil, para a conquista de um país desenvolvido, soberano e com emprego. “As reformas vão no sentido contrário a isso e sabemos que o senador Renan Calheiros pactua dessa opinião. Por isso, o movimento sindical está aqui para pedir a sua influência no Senado para alterar o rumo das reformas”, conclamou Wagner.

Os passos no Senado

Representando o bloco da oposição, o Senador Randolfe Rodrigues disse que já está sendo negociado na Casa a tramitação do Projeto de Lei da Reforma Trabalhista de forma mais qualificada. “Já está acertado que o PL vai tramitar em duas comissões do Senado, sem tramitação concomitante e estamos requerendo a tramitação em mais outras duas comissões”, informou Randolfe.

Ele disse que recebeu um telefonema do Senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), com a proposta de fechar um acordo para que o projeto tramite em três comissões, individualmente, sem que haja concomitância e que a oposição deverá avaliar a viabilidade do acordo, de modo a qualificar o debate naquela Casa.

O Senador paranaense, Roberto Requião, com sua característica de discursos inflamados, disse que há uma disposição de parcela dos senadores, para impedir que o PL aprovado na Câmara, se mantenha no Senado, mas alertou que não pode afirmar com convicção que isso acontecerá.

A força das ruas

“Eu acredito é na força das ruas. Eu acredito é na mobilização de vocês e acredito, acima de tudo, numa mobilização que não termina na votação destas propostas absurdas, mas que dê sequência com um referendo revogatório de todas as medidas tomadas até agora e por eleições gerais. Nós estamos precisando das mobilizações de vocês”, enfatizou Requião.

Fechando a reunião, o Senador Renan Calheiros começou sua fala cumprimentando o movimento sindical pela gigantesca greve geral ocorrida na última sexta-feira (28). Calheiros saudou também a unidade política que coloca diversas cores ideológicas numa mesma mesa, conversando democraticamente sobre os rumos do país.

“Embora o Senado seja uma Casa complexa, o poder Legislativo não pode caminhar senão com os ouvidos colados nas ruas. Só assim é possível caminhar bem. Precisamos discutir mudanças, mas não podemos fazer isso sem dar ouvidos aos anseios do povo”, afirmou o líder do PMDB.

Ele criticou e questionou a quem interessa o fim da contribuição sindical dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que a contribuição patronal é mantida, através do Sistema S (Senai; Sesc; Sesi; Senac; Senar; Sescoop; e Sest). Outra manifestação crítica do Senador Calheiros foi aos projetos da terceirização irrestrita, além das reformas da previdência e trabalhista, esta que ele classificou como uma reforma que revoga a CLT e os direitos da classe trabalhadora.

Renan Calheiros também sugeriu que as mobilizações sociais são necessárias para impedir que o calendário do governo Temer se imponha no Senado e se colocou à disposição dos movimentos sociais.

De Brasília, Sônia Corrêa

Foto: Força Sindical

Fonte: Portal CTB

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