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Desemprego diminui no mundo, mas condições de trabalho pioram, diz OIT

Foto: REUTERS/Chris KeaneFoto: REUTERS/Chris Keane

Segundo o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quarta-feira (13), o número de desempregados no mundo caiu em dois milhões em 2018, retornando a 172 milhões. O número corresponde a uma taxa de desemprego global em 5,0%, a mesma registrada antes da crise financeira de 2008. Mas, mesmo se o desemprego diminuiu, a agência da ONU denuncia a constante precarização do trabalho em todo o planeta. O documento deplora que a maioria dos 3,3 bilhões de pessoas, que estavam empregadas em 2018, enfrentam a falta de segurança econômica, bem-estar material e igualdade de oportunidades no mercado de trabalho global.

Segundo o novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), trabalha-se mais e pior do que há 10 anos. É o caso, por exemplo, de todos os países da América Latina, que demonstram níveis “inquietantes” de informalidade e de “má qualidade” do trabalho, em todas as categorias profissionais. Apesar de uma recuperação no crescimento econômico da região, o emprego deverá crescer apenas 1,4% ao ano entre 2019 e 2020, diz o órgão.

“Ter um emprego nem sempre garante um estilo de vida decente”, afirmou Damian Grimshaw, diretor do Departamento de Pesquisa da OIT. Segundo ele, a prova são os 700 milhões de pessoas vivem em extrema pobreza ou em pobreza moderada, “apesar de terem um emprego”. O relatório chama a atenção para o fato de que alguns novos modelos de negócios, especialmente aqueles favorecidos por novas tecnologias, ameaçam minar o mercado de trabalho em quesitos como a informalidade, a estabilidade, a proteção social e as normas trabalhistas.

Entre os problemas destacados pelo relatório da OIT constam a diferença entre a taxa de participação de homens e mulheres no mercado de trabalho, que continua extremamente desigual: as mulheres respondem por apenas 48%, comparado aos 75% dos homens.

Outro problema é que o emprego informal ainda é predominante, com 2 bilhões de trabalhadores – 61% da força de trabalho global – nessa categoria. A OIT também se mostrou preocupada com o fato de mais de 20% dos jovens (com menos de 25 anos) estarem fora da escola ou desempregados, comprometendo suas perspectivas de emprego no futuro.

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