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Desigualdade de renda aumenta e tem o ciclo mais longo já registrado no Brasil

DIZ AÍ ASSIS - SITE

Por Assis Melo – Presidente Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região

 

O Brasil ainda é um país profundamente desigual, por isso é inadmissível que políticas mais restritivas de direitos sejam implementadas, tais como a contra-reforma da Previdência, que já foi aprovada na Câmara e irá a votação no Senado; a MP 881, chamada de medida em prol da liberdade econômica, que na prática retira mais direitos trabalhistas; a Reforma Trabalhista e o congelamento dos recursos da saúde, educação, segurança e assistência por 20 anos; estas duas últimas medidas citadas que foram aprovadas ainda sob o governo Temer.

O resultado dessas políticas está sendo desastroso para os trabalhadores e o povo! Com base nos dados da PNAD Contínua do IBGE, pesquisa da FGV revelou que a desigualdade de renda no Brasil aumentou no segundo trimestre deste ano pelo 17º trimestre consecutivo, o que representa o ciclo mais longo já registrado no país.

Segundo o economista Marcelo Neri, responsável pelo estudo chamado “Escalada da Desigualdade”, já são 4 anos e 3 meses de duração.

Ainda, segundo o pesquisador, nem mesmo em 1989 que constitui o pico do nosso piso histórico de desigualdade brasileira houve um movimento de concentração de renda por tantos períodos consecutivos.

O Relatório da Desigualdade Global, da Escola de Economia de Paris, divulgado nesta segunda-feira (19/8) pela Folha de S.Paulo, revela que o Brasil é o pais de maior fosso social entre ricos e pobres.

Segundo o estudo, 1% da população, ou cerca de 1,4 milhão de pessoas, concentra 28,3% dos rendimentos no país, com média de ganhos de R$ 140 mil por mês. De outro lado, os 50% mais pobres, que corresponde a 71,2 milhões de pessoas, ficam com 13,9%, que representa menos da metade do 1% mais rico.

O estudo também revela que de 2002 até 2013, os mais pobres, que representam 50% da população, haviam registrado o maior aumento de renda, de 71,5%, entre as classes sociais. No entanto, desde 2014 essa parcela da população já acumula perda de 17% nos rendimentos.

Entre 2014 e 2019, segundo dados da FGV Social, apenas os mais ricos (2,5%) e os muitos ricos (1%), que representam 10% e 1% da população, respectivamente, viram a renda aumentar.

O Brasil, como se vê, está indo na contramão! As desigualdades são nosso maior desafio. Em um país com tantas riquezas como o Brasil, é inadmissível que pessoas passem fome, que o desemprego seja tão alto, que não haja oportunidades iguais.

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