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Assembleia na Marcopolo: compensação de horas e alerta sobre “PEC do fim do mundo”

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Lutar pela democracia, pelos direitos e pelo desenvolvimento com valorização do trabalho. Esta foi a convocação que o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis Melo, fez aos trabalhadores da Marcopolo Ana Rech na manhã desta quinta-feira (10). Esta é a quinta assembleia realizada esta semana para chamar a atenção dos metalúrgicos para o retrocesso que representa a possível aprovação da PEC 241 (PEC 55 no Senado), a chamada “PEC do fim do mundo” e da terceirização sem limites. Os dois temas estão na pauta do Dia Nacional de Paralisação, que será realizado nesta sexta-feira (11) em todo o país.
 “Amanhã nós vamos fazer um ato nacional em defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras. A PEC 241 é uma PEC de traição nacional, contra o povo e contra os trabalhadores. Se aprovada, o governo vai congelar os investimentos em saúde e educação por 20 anos, mas não fala em diminuir os altos juros da dívida pública pagos aos banqueiros anualmente, que representa 45% de todo o orçamento do governo. Ou seja, querem passar a responsabilidade da crise para o trabalhador. Amanhã, queremos chamar a atenção do povo e também dos nossos representantes na Câmara Federal e no Senado para isso”, explicou Assis Melo.
O diretor de formação do Sindicato dos Metalúrgicos, Adão Jovani, falou sobre a terceirização e a sobreposição do negociado ao legislado. “A terceirização possibilita que cada empresa crie as suas regras de trabalho. Hoje as empresas tem que contribuir com o fundo de garantia e pagar férias e 13º. Se a terceirização for aprovada, tudo isso acaba. A nossa geração, que tem todos esses direitos assegurados, precisa saber que isso foi conquistado com muita luta no passado, e não podemos abrir mão dassas conquistas. Temos que ter consciência de que precisamos fazer alguma coisa. Não podemos ser a geração que vai deixar acabarem com os direitos dos trabalhadores”, alertou o diretor.
Sindicato garantiu acordo da compensação de horas
Oito mil trabalhadores da Marcopolo participaram de uma votação, em fevereiro de 2015, para dizer se aceitariam flexibilizar a jornada de trabalho por até seis dias nos meses de março, abril e maio. A empresa prometeu que não descontaria esses dias dos funcionários, e que eles poderiam compensar os dias flexibilizados até 31 outubro de 2016. Agora, a empresa queria ampliar este prazo, mas o Sindicato foi firme e manteve o que havia sido acordado.
“Nós sabemos que estamos num momento difícil, porém, todo o acordo tem que ser cumprido. A partir de 1º de novembro, o trabalhador está isento de compensar as horas, porque o acordo terminou em 31 de outubro”, disse o presidente.

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