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Em Caxias do Sul, trabalhadores param empresa com surto do novo coronavírus

Em reunião com representantes da empresa, Secretaria do Trabalho e Cerest, Sindicato dos Metalúrgicos fez reivindicações para segurança dos trabalhadores

Na manhã desta quinta-feira, 08 de outubro, o Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e os trabalhadores e trabalhadoras da Hyva do Brasil paralisaram a Hyva, para reivindicar mais segurança aos cerca de 300 funcionários das duas unidades da empresa na cidade. Dezessete são os casos confirmados de Covid-19 na unidade 1, que conta com 180 funcionários.

“Recebemos a informação de que uma pessoa estava contaminada em uma área administrativa. Logo depois isso se espalhou pela fábrica. Precisamos esclarecer algumas questões, se existe protocolo ou não, que tipo de protocolo. As empresas precisam dar o máximo de segurança aos trabalhadores e trabalhadoras. Afinal, são eles e elas o seu principal patrimônio”, afirmou o presidente do Sindicato, Assis Melo.

O representante sindical na empresa, Alexsandro de Carvalho, conta que estava recebendo diversas ligações e mensagens por whatsapp, de colegas denunciando falhas nos protocolos de segurança. Ele conta que ele mesmo é o responsável por fazer a medição de temperatura em uma das unidades. “Estamos notando muitas falhas de segurança, terceirizados chegam e entregam mercadorias sem máscaras e não tiram a verificação de temperatura, após denunciarmos isso passou a ser controlado. A checagem da temperatura na unidade 2 era feita esporadicamente, agora sou eu que faço, não há profissionais da saúde na empresa, há um refeitório em cada unidade, porém o da unidade 2 está desativado, se estivesse funcionando ajudaria a diminuir as pessoas para as refeições. O primeiro contaminado era do setor de PCP e trabalhou com sintomas, isolado em uma sala, mas usou banheiro, por exemplo. Enfim, há falhas e precisamos corrigi-las”, argumentou Carvalho.

Reunião

No decorrer na manhã, ocorreu um encontro com representantes da empresa, do Centro de Referência e Saúde do Trabalhador – Cerest/Serra -, Secretaria do Trabalho e Sindicato. As questões foram expostas e a entidade dos trabalhadores metalúrgicos reivindicou três pontos primordiais para a segurança dos trabalhadores: a abertura do segundo refeitório, um médico ou enfermeiro na empresa, a criação de um Comitê com a Cipa e Sindicato para fiscalização do cumprimento de correções dos apontamento do Cerest.

O Cerest orientou e reforçou os cuidados necessário e diários que a empresa deve realizar para que se obtenha a real segurança para os trabalhadores. Além disso, está checando documentação dos procedimentos já constituídos pela empresa. A Secretaria do Trabalho permanece acompanhando o caso.

Os representantes da empresa se comprometeram a analisar as reivindicações da entidade metalúrgica. O Sindicato aguarda retorno.

A paralisação foi encerrada no final da manhã.