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Em defesa da vida, do emprego e da democracia, por Adilson Araújo

CTB conclama a classe trabalhadora brasileira a participar da mobilização e fortalecer a campanha nacional lançada pelas centrais sindicais: Fora Bolsonaro

A Marcha Virtual pela Vida acontece diante da crise sanitária, econômica e política que castiga o povo brasileiro, sendo imperiosa a mobilização da classe trabalhadora e de todas as forças democráticas da nossa sociedade para cobrar do Estado as medidas necessárias em defesa da vida, do emprego e da renda de dezenas de milhões de brasileiros e brasileiras carentes.

O momento exige solidariedade e união em torno das iniciativas que o enfrentamento da pandemia requer. A saúde e a vida devem estar no topo das prioridades e ser protegidas com o isolamento social, cuidados higiênicos, testes e uso de máscaras e equipamentos de proteção individuais e coletivos para evitar o contágio e a propagação da doença.

O Brasil se transformou no epicentro do novo coronavírus (Covid-19), na América Latina. Registra a mais alta taxa de transmissão, é o segundo no ranking mundial em número de casos, o terceiro com mais mortes e o campeão dos óbitos diários decorrentes da doença. O país já registra quase 40 mil mortes e mais de 700 mil casos.

Especialistas estão convencidos de que o número real de vítimas é maior do que sugerem as estatísticas oficiais. Mas o presidente Jair Bolsonaro, insensível com as mortes, busca agora confundir a opinião pública, sonegando e manipulando informações sobre o avanço da doença.

É necessário observar que a tragédia não deve ser atribuída ao acaso ou a uma fatalidade reservada pelo destino. Os efeitos da doença seriam bem menores se o governo federal tivesse adotado, desde o início, uma política clara e eficaz de combate ao novo coronavírus. O exemplo da China e de outros países demonstra isto.

Na contramão da ciência e da OMS, o presidente Bolsonaro disse que a Covid-19 é uma mera “gripezinha” e desencadeou uma guerra ao isolamento social, confrontando governadores, prefeitos, bem como o Congresso e o STF. Estimulou concentrações sociais, participando de manifestações contra a democracia; deplora o uso de máscaras e boicota iniciativas de ajuda financeira para que estados e municípios, assim como os mais pobres, possam enfrentar a crise.

A nação demanda investimentos públicos urgentes na ampliação do saneamento, construção de hospitais, fortalecimento do SUS e reconversão da indústria, ao lado da ampliação dos programas de renda emergencial e defesa do emprego, para fazer frente à crise sanitária e econômica.

O governo federal é o único que pode mobilizar recursos com este objetivo. Meios não lhe faltam, inclusive a alternativa de imprimir dinheiro, apontada neste momento por muitos economista como a mais sensata e barata. Além de faltar vontade, a política econômica comandada por Paulo Guedes, orientada pelo fundamentalismo neoliberal, revela-se um obstáculo intransponível nesta direção.

Salta aos olhos que a abordagem responsável da pandemia e a defesa da vida de milhões de brasileiros e brasileiras pressupõem a solução da crise política. A CTB conclama a classe trabalhadora brasileira a participar da mobilização nacional em defesa da vida, da democracia, do emprego e da renda e fortalecer a campanha nacional lançada pelas centrais sindicais: Fora Bolsonaro.

Adilson Araujo

Presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil