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Em favor do rentismo e contra o Brasil, BC mantém taxa de juros em 14,25%

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Confirmando a expectativa dos economistas do mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (20), manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25%. A decisão unânime foi anunciada ao final da reunião do Conselho, agora sob o comando de Ilan Goldfajn. Sob o discurso falacioso de controle da inflação, o Banco Central orientou de forma contundente o reforço dos ajustes da economia.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, rebateu as justificativas apresentadas pelo Conselho para manter da taxa Selic, a maior nos últimos 10 anos. “A manutenção da Selic em patamar tão elevado vai na contramão da retomada do crescimento”.

Araújo afirma que é lamentável a decisão do Conselho. “Em um momento de profunda recessão e instabilidade, reforçando a visão conservadora daqueles que apoiam o golpe contra presidenta DIlma Rousseff e têm reivindicado medidas liberalizantes, em defesa do deus mercado. Os juros altos só são positivos para os rentistas e quem mais sofre as consequências é o povo pobre”, disse.

O presidente da CTB ainda destacou que a taxa de juros elevada também prejudica as contas públicas. “O próprio governo é penalizado, porque cada 1% a mais na Selic significa mais R$ 20 bilhões nas despesas com juros”.

Para ele, o atual patamar também serve de argumento para que empresários reivindiquem do governo benefícios como créditos subsidiados e concessões tributárias. “A cada instante vamos dando conta que a tão propalada autonomia do Bacen é cada vez mais para servir aos interesses da burguesia. E não tenham dúvida que manutenção do juros estratosféricos resultará em menos acesso às populações carentes, aumento do desemprego e exclusão social”.

impacto na economia

A taxa de juros é o instrumento utilizado pelo BC para inibir o consumo interno e, consequentemente, o investimento no setor produtivo nacional — que ficam mais caros —, e, assim, há uma bruta desaceleração da economia.

E por que as centrais sindicais lutam pelos cortes nas taxas: para viabilizar investimentos internos, ainda mais em tempos de economia crise, como agora. Ou seja, mais dinheiro circulando, mais investimentos e possibilidades de novos empregos.

No entanto, quando o juro sobe, acontece o inverso. O investimento em dívida absorve o dinheiro que serviria para financiar o setor produtivo.

Portal CTB – Joanne Mota

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