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Em novo pico, Brasil registra 881 mortos pela covid-19 em 24 horas

Número oficial de infectados pelo novo coronavírus é de 177.589. Foram notificados 9.258 novos casos em apenas um dia

 O balanço da pandemia de covid-19 divulgado nesta terça-feira (12) pelo Ministério da Saúde trouxe mais um “recorde” de mortos no período equivalente a apenas um dia: 881 vítimas. Desde a chegada do novo coronavírus ao país, já são 12.400 mortes. Já o número oficial de doentes é de 177.589, com acréscimo de 9.258 casos nas últimas 24 horas. Números que colocam o Brasil entre os países do mundo entre os de mais ocorrências de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus (cujo nome científico é Sars-CoV-2).

A orientação da classe médica, de entidades e lideranças internacionais em saúde é pelo distanciamento social, para frear a disseminação da infecção, para assim evitar colapso no sistema de saúde por falta de leitos, UTIs com respiradores e equipamentos de segurança para as equipes médicas, de enfermagem e de apoio.

Enquanto prefeitos e governadores por todo o país endurecem medidas de isolamento, como o bloqueio rigoroso (lockdown), o governo federal segue na direção oposta, com o presidente Jair Bolsonaro se posicionando contra o combate ao coronavírus.

Também nesta terça, Bolsonaro editou decreto em que acrescenta academias de ginástica, salões de beleza, manicures, cabeleireiros e barbearias como “serviços essenciais”, o que obriga trabalhadores desses estabelecimentos a romper a quarentena e ir ao local de trabalho, colocando a si mesmo sob risco de contágio, além de poder contaminar outras pessoas, inclusive de sua própria casa.

Diferentes gestores regionais, como os governadores Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí), Flavio Dino (Maranhão, PCdoB), Paulo Câmara (Pernambuco, PSB), João Doria (São Paulo, PSDB) e Wilson Witzel (Rio de Janeiro, PSC), disseram que não vão respeitar a decisão do governo federal.

Rede Brasil Atual