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Em Porto Alegre, greve geral é marcada por forte repressão policial

A Brigada Militar dispersou os manifestantes com repressão violenta.  Foto: Joana Berwanger/Sul21A Brigada Militar dispersou os manifestantes com repressão violenta. Foto: Joana Berwanger/Sul21

O dia de Greve Geral convocado para esta sexta-feira (30) pelas centrais sindicais começou com o bloqueio em diversas garagens de ônibus desde a madrugada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No entanto, diferentemente do que ocorreu na paralisação do dia 28 de abril, os rodoviários da cidade não aderiram à paralisação e a Brigada Militar foi acionada para dispersar os manifestantes.
Inicialmente, de acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), sete das 11 garagens de ônibus de Porto Alegre estavam bloqueadas, impedindo a saída dos primeiros horários.

Por volta das 5h25 da manhã, outras duas garagens tinham sido liberadas. Logo na sequência, por volta das 5h30, o batalhão de choque da Brigada Militar foi acionado e utilizou bombas de gás lacrimogêneo para liberar a garagem da Carris, onde se encontrava o maior bloqueio desta manhã.
Inicialmente, a polícia utilizou bombas para liberar uma garagem secundária da Carris, onde encontraram pouca resistência dos manifestantes, o que permitiu a saída dos primeiros coletivos.

Na sequência, os policiais avançaram em direção à garagem principal, onde havia um contingente maior de manifestantes. Por volta das 5h45, o choque utilizou diversas bombas, obrigando os manifestantes a recuarem. Um grupo pequeno chegou a atirar rojões e foguetes na direção dos policiais na tentativa de permanecer no local, mas foram dispersados.

Mais cedo, a BM também tinha utilizado bombas para dispersar manifestantes diante da garagem da Nortran. Às 6h08, a EPTC informou que todas as garagens estavam liberadas para a saída dos ônibus.

Trensurb

Apesar de os metroviários anunciarem paralisação para esta sexta-feira, a Justiça determinou que o trem deve funcionar normalmente nos horários de pico. Durante a madrugada, manifestantes caminharam nos trilhos para impedir a circulação dos primeiros trens, mas posteriormente deixaram o local após negociação com a Brigada Militar. Ainda assim, os trens não circulavam e as estações estavam fechadas. A Trensurb informou que as primeiras composições começaram a operar por volta das 6h30, com intervalo de 7 minutos entre cada uma, o dobro do normal. Informações de rádios dão conta de que o sistema está funcionando com passe livre nesta sexta pela falta de operadores.

Bloqueios na Capital e interior 

Durante a madrugada, também foram realizados bloqueios de avenidas com pneus e caminhadas na Capital. No entanto, a maioria dos bloqueios de vias já tinham acabado por volta das 6h30, com a exceção das avenidas Bento Gonçalves, altura do Campus do Vale, da UFRGS, e Osvaldo Aranha, próximo ao Túnel da Conceição, onde havia um bloqueio da pista com pedaços de madeira e a BM utilizou bombas para dispersar manifestantes. Por volta das 7h, outro grupo iniciou uma caminhada pela Av. Farrapos em direção ao Centro.

No interior, agricultores ligados ao MST bloqueavam ao menos três rodovias com queima de pneus no interior do Estado: BR 386, altura de Nova Santa Rita, BR 293, altura de Candiota, BR 290 no trevo de acesso a Charqueadas, BR 285, Bossoroca, e ERS 377, que liga Alegrete a Manoel Viana, na Fronteira Oeste do RS

As centrais sindicais informam que também foram realizadas manifestações em várias cidades do interior do Rio Grande do Sul, como em São Leopoldo, Santa Maria, Caxias do Sul, Pelotas e Rio Grande.

Fonte: Sul 21 via Portal vermelho

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