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Em solidariedade aos 747 demitidos da Renault em São José dos Pinhais/PR, Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul protesta em frente à concessionária

747. Este é o número de trabalhadores que perderam o emprego na montadora da Renault em São José dos Pinhais, Paraná, na terça-feira, 21 de julho. Esse também é o número de famílias que perdem seu sustento em plena pandemia do coronavírus.

Protestos

Nesta quinta-feira, 30 de julho, metalúrgicos em todo o país protestam contra a ganância e a intransigência patronal e em solidariedade aos companheiros da Renault. As manifestações tem como objetivo chamar a atenção da sociedade, clamando para que a empresa negocie alternativas com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba para a manutenção dos empregos.

Caxias do Sul

Engajado na luta em defesa dos empregos, o Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região realizou, pela mnhã, o protesto em frente à concessionária da Renault da cidade, na Avenida Rubem Bento Alves. O presidente da entidade, Assis Melo, falou sobre a manifestação em solidariedade aos mais de 700 demitidos.

“Nosso protesto é para denunciar a ganância patronal, mas também para prestar nossa solidariedade aos demitidos em São José dos Pinhais. Uma das maiores montadoras do mundo demitiu 747 trabalhadores. 40% desses trabalhadores estão doentes, com atestados, inclusive com teste positivo de covid-19. Até agora a empresa sequer sentou para discutir com o sindicato de lá uma solução para as demissões de pais de família que perderam o emprego. Uma total insensibilidade por parte da montadora. Se estão demitindo lá, é claro que vai refletir aqui. Nós não queremos mais vítimas dessa ganância patronal também por aqui”, ressaltou.

Centrais

Na última semana, por nota, as centrais sindicais também manifestaram sua solidariedade à greve realizada por tempo indeterminado dos trabalhadores da Renault. O documento repudia a “forma intransigente de agir da atual direção da planta da Renaul em São José dos Pinhais/PR, pois sabemos que a empresa tem recebido incentivos fiscais do Estado do Paraná exatamente para gerar e manter empregos” e concluem ressaltando a gravidade das demissões nesse momento de pandemia “ as perdas de emprego e de renda são ainda muito mais preocupantes e podem levar famílias inteiras a riscos sociais muito graves”.