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GM ameaça retirar direitos dos metalúrgicos em Gravataí

Em 2017, funcionários comemoraram 3,5 milhões de carros produzidos, e agora vivem incerteza GM/DIVULGAÇÃO/JCEm 2017, funcionários comemoraram 3,5 milhões de carros produzidos, e agora vivem incerteza GM/DIVULGAÇÃO/JC

Para compensar a incapacidade administrativa, visto que a General Motors tem um dos carros mais vendidos do Brasil (o Ônix), a montadora ameaça retirar 21 direitos dos metalúrgicos e metalúrgicas, vários deles inseridos no Acordo Coletivo de 2018 que foi fechado para valer por dois anos. A GM afirma ter prejuízos no país e pretende fazer uma revisão nos seus investimentos, fazendo chantagem com o governo e os trabalhadores, ameaça fechar unidades.

É bom lembrar que em 2008, quando estava em profunda crise, a GM recebeu ajuda do governo dos Estados Unidos. Foram as unidades da América Latina que seguraram o faturamento da empresa.

 

De acordo com a colunista Giane Guerra da Gaúcha ZH, esses são os 21 pontos que a GM quer debater:

 

1 – Formação de acordo coletivo de longa duração – dois anos -, renováveis por mais dois anos.

2 – Negociação de valor fixo e substituição do aumento salarial para empregado horista; e congelamento ou redução da meritocracia para mensalistas.

3 – Negociação de participação nos resultados com revisão de regras de aplicação, prevalência da proporcionalidade, transição para aplicação da equivalência salarial e inclusão de produtividade.

4 – Participação dos resultados por três anos. Zero no primeiro ano, 50% no segundo e 100% no terceiro ano.

5 – Suspensão da contribuição da GM por 12 meses para a previdência.

6 – Alteração do plano médico.

7 – Implementação do trabalho intermitente por acordo individual e coletivo.

8 – Terceirização de atividades meio e fim.

9 – Jornada de trabalho de 44 anos horas semanais para novas contratações.

10 – Piso salarial de R$ 1,3 mil.

11 – Redução do período de complementação do auxílio previdenciário para 60 dias.

12 – Renovação dos acordos de flexibilidade.

13 – Rescisão no curso do afastamento para empregados com tempo para aposentadoria.

14 – Desconsideração de horas extraordinárias.

15 – Trabalho em regime de tempo parcial.

16 – Jornada especial de trabalho de 12 por 36.

17 – Ajuste na cláusula de férias com parcelamento previsto em lei.

18 – Regramento do contrato de trabalho intermitente.

19 – Inaplicabilidade de isonomia salarial acima dos 48 meses para uma nova grade.

20 – Cláusula regrando a adoção de termo de quitação anual de obrigações trabalhistas.

21 – Congelamento da política de progressão salarial horista por 12 meses.

 

No sábado, 26 de janeiro, o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí teve a primeira reunião formal com os diretores da montadora. Nesta segunda-feira, 28, ocorre uma nova reunião.

 

AVISO

Há cerca de 10 dias, a GM colou nas paredes da fábrica um comunicado. Os cartazes alertavam os funcionários do Rio Grande do Sul sobre os prejuízos no Brasil que “NÃO PODE SE REPETIR”.

Ainda conforme a colunista, “especialistas e quem acompanha a negociação não acreditam que o encerramento aconteça. O que deve ocorrer sim, e isso fica claro nos recados da empresa, é a revisão dos investimentos que tinham sido anunciados. Isso tende a provocar demissões e até mesmo o encerramento de um turno de trabalho.”

A GM emprega cerca de 6 mil pessoal entre a montadora e sistemistas.

 

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