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Greve Geral parou Caxias e mostrou indignação dos trabalhadores com reformas

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A Greve Geral parou Caxias do Sul durante boa parte desta sexta-feira. Ao meio-dia, o movimento reuniu cerca de cinco mil pessoas na praça Dante Alighieri. Trabalhadores de diversas empresas metalúrgicas se juntaram a estudantes e tantas outras categorias de profissionais em coro uníssono contra as reformas trabalhista, da Previdência e terceirizações. O Sindicato dos Metalúrgicos realizou assembleias em dezenas de empresas, entre elas Marcopolo, Ana Rech, Planalto e Fras-Le.

Lideranças de diferentes sindicatos trabalhistas e movimentos sociais discursaram por cerca de uma hora, inflamando a população. O presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos, Claudecir Monsani, garante que as reformas não são a solução dos problemas do país. “Essas reformas não resolvem os problemas dos trabalhadores. Fiquem atentos, os políticos que votaram contra os trabalhadores voltarão para pedir o seu voto. Nós só temos uma bandeira para defender: a dos nossos direitos”, afirma.

O Deputado Federal e presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis Melo garante que os trabalhadores devem lutar, “Não será essa geração de homens e mulheres que vai entregar para os nossos filhos e netos a carteira de trabalho como se fosse um objeto de museu. Nós vamos à luta sim”, conclama.

Assis chamou a atenção para o fato de que a derrota dos trabalhadores na Câmara nesta semana foi apenas o primeiro round. Segundo ele, ainda há muita luta por fazer. Uma das prioridades é exercer grande pressão no Senado para que não aprove o texto da Câmara.

O deputado Assis Melo foi muito saudado nas portas de fábrica e no ato por conta da sua atitude de se vestir de metalúrgico na votação da reforma trabalhista. “Não fiz isso para aparecer. Fiz para mostrar quem são os trabalhadores para aquela casa!”, disse.

Movimento partiu da madrugada nas empresas

Na metalúrgica Fras-le, um grupo de trabalhadoras terceirizadas conversava na porta da empresa, tentando alertar às colegas: “Essa é uma luta de mais de 100 anos. Não podemos deixar tudo o que foi conquistado ser retirado. Estou aqui não só por mim, estou aqui para garantir os direitos dos meus filhos e netos”,  falava uma delas.

O diretor do departamento dos aposentados do Sindicato dos metalúrgicos, Jorge Rodrigues, destacou a importância, principalmente para os trabalhadores e trabalhadoras deste dia de luta. “Só com mobilização e luta é que vamos garantir os direitos dos trabalhadores. Hoje estamos mobilizados não só em Caxias do Sul, mas em todo o Brasil para que o trabalhador não pague uma conta que não é dele”, esclarece.

Assis Melo, salientou que infelizmente muitos trabalhadores não se dão conta do desmonte dos direitos dos trabalhadores, que vem acontecendo. “Hoje estamos comemorando a primeira Greve Geral, que aconteceu em 1 de maio de 1917. Hoje estamos lutando para que não sejam retirados direitos que foram conquistados há cem anos. Ou o trabalhador entende o que está em jogo, ou abaixa a cabeça e aceita tudo o que está sendo imposto”, confronta.

Muitos trabalhadores permaneceram parados em frente à empresa. Outros foram em direção à praça para participar da mobilização. Na Marcopolo, os trabalhadores saíram em passeata, percorrendo 12,5 km até a concentração na praça. Durante o percurso, era feito o chamamento ao pedestres. Juntaram-se trabalhadores da empresa Guerra e, próximo ao Monumento ao Imigrante, foi a vez dos trabalhadores da Marcopolo Planalto. O grupo seguiu pela avenida  principal até o coração da cidade. A caminhada demonstrou a força da união e luta metalúrgica. “Estamos todos de parabéns. Somente a unidade será capaz de impedir esse retrocesso”, destacou o presidente em exercício, Claudecir Monsani quando assumiu a palavra na Praça.

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