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Henrique Meirelles, o ministro das reformas, comandou banco da JBS antes de ir para o governo

Joesley Batista, dono da JBS, e Henrique Meirelles, em 2012, quando o atual ministro era presidente do banco do grupoJoesley Batista, dono da JBS, e Henrique Meirelles, em 2012, quando o atual ministro era presidente do banco do grupo

Partidos da base aliada (PSDB-PMDB-DEM) já articulam um nome viável para assumir o comando do governo – e garantir as reformas trabalhista e previdenciária – caso a situação do presidente Michel Temer se torne realmente insustentável, como parece ser o caso.

Segundo divulgou o Estadão, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é um dos nomes mais cotados e já vem sendo sondado para ser um candidato consensual em uma eventual eleição indireta via Congresso Nacional.

O que os principais veículos não vêm divulgando, em meio ao escândalo envolvendo as gravações da JBS, é o fato de Meirelles ter sido o presidente do banco da empresa JBS, o banco Original, de 2012 até assumir o cargo no governo, em 2016.

Ou seja, ele deixou o banco para assumir o ministério. Enquanto esteve à frente do banco, foi o homem forte das transações econômicas da JBS, empresa que operou um dos maiores escândalos de corrupção no meio privado e público brasileiros. 

Em artigo no site Outras Palavras, o jornalista Mauro Lopes pondera: “Meirelles era presidente do banco e não sabia de nada? Não viu nada? Se sabia, é inexplicável que não tenha ainda entrado na dança. Se sabia e atuou em parceria com Joesley [Batista], mais grave ainda. Se não sabia, bem… se Meirelles foi o presidente do grupo entre 2012 e 2016 e não soube que saíram R$ 500 milhões do caixa das empresas, nas mãos de quem está a economia do país?”.

Pacote de bondades

Enquanto isso, no ministério da Fazenda, Meirelles tenta manter a normalidade em meio ao terremoto político. Aproveitou a sexta e o sábado para agilizar a aprovação de um pacote de bondades para empresários e produtores rurais.

A área econômica fechou acordo com lideranças políticas para a edição de duas MPs que permitirão o parcelamento de dívidas de produtores rurais com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) e de empresas com autarquias, fundações e órgãos de governo.

Ambos os Refis preveem descontos em multas e juros. A notícia surpreendeu até mesmo os ruralistas: o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) disse que o motor das discussões estava “desligado” e esperava apenas para esta segunda-feira (22) uma reunião sobre o tema. 

Meirelles também se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e acertou um acordo para votar o Programa de Regularização Tributária (PRT) com descontos generosos nas dívidas das empresas, com abatimento de juros, multas e encargos.

Fonte: Portal CTB

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