Thursday, 20 de November de 2008 - 20:14  
Página Inicial
Home l Favoritos l Contatos
     
 
 
 
 
 
 
 
 
   
 
 

HISTÓRICO  l  DIRETORIA  l  SEDES

 
A CLASSE OPERÁRIA VOLTA ÀS RUAS

Enquanto se consolidava no Brasil o complexo industrial erguido sob o paradigma tecnológico e produtivo fordista, aflorava ao final dos anos 70 uma “nova classe operária”, portadora de reivindicações que viriam abalar a condução autoritária e excludente com a qual estava se encaminhando o padrão de desenvolvimento brasileiro. Expressão contraditória desse mesmo modelo, o “novo sindicalismo” emerge dos setores mais dinâmicos da acumulação e adquire visibilidade a partir das grandes mobilizações e greves de 1978/79. A entrada em cena desses “novos personagens” recoloca a fábrica, as ruas, os campos de futebol, as praças e até as igrejas como “palcos políticos”, inaugurando um novo período da nossa história.

O país, que há vários anos convivia com o silêncio da repressão e com as decisões elaboradas nos quartéis, é sacudido pelas manifestações operárias em defesa da redemocratização. Os trabalhadores trouxeram para dentro dos sindicatos, até então absorvidos pelo assistencialismo burocrático, uma nova prática política, mostrando que não se contentavam com as reivindicações meramente economicistas. Ao lado das bandeiras exigindo melhores condições de vida e de trabalho, eram colocadas questões mais amplas, tais como: autonomia sindical, direito de greve, negociação coletiva e representação operária nos locais de trabalho. Os trabalhadores organizados – tendo como um de seus líderes o então sindicalista e metalúrgico Luis Inácio Lula da Silva ? em plena crise econômica e pressionados pela inflação que corroia seus salários, puderam avançar na recuperação de seus direitos, na criação das centrais sindicais, na ampliação das suas bases, no aumento das taxas de sindicalização, na abertura dos espaços de negociação e na conquista de uma maior legitimidade social. As classes trabalhadoras retornam à cena, ocupando um papel de destaque nas decisões dos rumos a serem trilhados pela política nacional.

Os andamentos da História acenavam que o Brasil entraria em uma nova fase de desenvolvimento social. Portanto, antes mesmo que se completasse o ciclo de consolidação industrial baseado na ampliação das normas de produção e de consumo em massa, abateu-se sobre o país uma nova “onda de crise”, de caráter mais duradouro, que iria persistir por toda a década de 80 e se estender até os dias atuais.
Em 1980, o movimento sindical relança a idéia de uma grande Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras. São realizados, portanto, vários encontros com muitas divergências.

Com o renascimento do movimento de trabalhadores, as grandes greves e o fim da ditadura se constitui em uma nova ansiedade. Em 10 de fevereiro de 1980, forma-se uma Comissão Provisória Nacional de 2000 simpatizantes, que reunida no Colégio Sion, em São Paulo, aprova o Manifesto do Partido dos Trabalhadores - PT. Em 31 de maio e 1º de junho do mesmo ano, o PT realizou um Encontro Nacional que aprovou seu programa e seu estatuto.

» Voltar ao Histórico
» História do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias

» Clima de redemocratização

» Era Getúlio - Anos 50

» Paralelismo sindical e tentativas de Unificação? 1960

» Hospital Geral, o Hospital dos Trabalhadores

» Anos de chumbo - Organização sindical – 1960 / 1964

» Um exemplo de sindicalismo

» Repressão do movimento sindical – 1964/1970

» Clandestinidade

» Nova sede social

» A classe operária volta às ruas

» Ressurgimento do sindicalismo em Caxias

» Ano da nova Constituição Brasileira – 1988

» Anos 90 – Era da retirada de direitos

» Mulheres na luta

» Século 21 - Novos ventos sopram no brasil

» 70 anos de história
 
 
Assista o Minuto Metalúrgico
Sedes do Sindicato
Confederativa
Leia  O Metalúrgico
Notícias
Valder Valeirão Design
 
Valder Valeirão Design Valder Valeirão Design
   
 
              Topo l Sindicato l Ambulatório l Serviços l Convênios l Imprensa l Contatos l Links
Copyright 2006 - Todos os direitos reservados
Rua Bento Gonçalves, 1513 – Centro
Caxias do Sul, RS Telefone: (54) 4009 8300