
A assembleia geral realizada pelos metalúrgicos de Carlos Barbosa na manhã de sábado, dia 19 de setembro, aprovou por unanimidade o reajuste de 5,12% retroativo à data-base de 11 de agosto. Além do ganho real nos salários, foram garantidos avanços em direitos sociais, como ampliação no auxílio-creche, aumento nos pisos e a regulamentação do uso de câmeras de vídeo nas empresas.
“A inflação do período em Carlos Barbosa foi 4,57%. Garantimos aumento real apesar do discurso dos patrões em relação à crise. Por isso valorizamos muito esta conquista de 5,12% para a categoria,” avalia Todson de Andrade, presidente da comissão provisória do sindicato em Carlos Barbosa.
Leandro Velho, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias e Região, afirma que a participação da categoria foi muito boa. “Após semanas de negociações e mobilizações nas portas de fábrica os metalúrgicos de Carlos Barbosa alcançaram uma grande conquista. Agora o Sindicato vai continuar na luta por melhorias sociais e tentar resolver questões específicas de cada empresa da cidade,” diz Leandro. Por exemplo, na Tramontina será discutido o problema do plano de saúde e do PPR da empresa e na Grendene será discutida a criação de um PPR.
Mais direitos sociais
Assim como a recuperação e o aumento nos salários dos trabalhadores, a ampliação dos direitos sociais da categoria também são muito importantes para o Sindicato, pois se refletem em melhor qualidade de vida para os metalúrgicos e suas famílias. Entre os destaques deste dissídio está a ampliação no auxílio-creche (que hoje é para crianças com até 2 anos e 6 meses foi ampliado para 3 anos), o reajuste nos pisos da categoria (nas empresas com até 50 funcionários, será R$ 580,80 e para empresas com mais de 50 funcionários será R$ 627,00) e a cláusula que visa evitar o abuso nas horas extras (até 22 horas será pago ao funcionário 50%, até 70 horas 100% e acima de 70 horas 130%).
Um tema que ganhou relevância durante a campanha foi o referente ao uso irregular de câmeras de vídeo nas empresas para controlar a produção. O que ficou decidido no acordo de dissídio é uma regulamentação e fiscalização mais claras: as câmeras só podem ser utilizadas para zelar pelo patrimônio.
A luta deve continuar
Na avaliação do Sindicato, o tema apresentado na campanha deste ano (Desenvolvimento, emprego e renda: assim se supera a crise) é abrangente, e deve continuar sendo discutido com a categoria e a sociedade caxiense. Além disso, pautas gerais da luta dos trabalhadores, que também fizeram parte das discussões da campanha salarial, deverão continuar na ordem do dia: a luta pelas 40 horas semanais; pelo fim do fator Previdenciário; recuperação dos salários dos aposentados; aprovação das convenções 151 e 158 da OIT, entre outros.
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