Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

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Metalúrgicos de Porto Alegre rejeitam proposta patronal e decretam greve

O Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre realizou assembleia na noite da terça-feira, 21 de junho, para avaliar a proposta patronal de 8,5%. Depois de um amplo debate, a categoria presente decidiu - praticamente por unanimidade - rejeitar tal proposta e decretar GREVE nas fábricas a partir da próxima semana. No início das negociações, o sindicato apresentou pauta de reivindicações com uma proposta que passava dos 14% de reajuste salarial (reposição das perdas + o PIB de 2010). Durante o processo de negociação, a direção do sindicato cedeu, deixando na mesa dos patrões a proposta de 10%. Porém, eles só melhoraram sua proposta de 8% para 8,5%, números considerados muito baixos em vista dos resultados obtidos pelas empresas nos últimos anos.

 

Os trabalhadores entendem que as empresas podem, sim, conceder reajustes maiores, inclusive para compensar os estragos da crise de 2008 que, embora tenha sido bastante fraca no Brasil - uma "marolinha", segundo o presidente Lula - fez com que a categoria pagasse o pato com demissões, retirada de benefícios, arrochos salariais impostos via rotatividade e por acordos de redução de salários, entre outras consequências ruins. Agora que há produção, lucro, expansão e uma economia estável, nada mais natural que as empresas passem a valorizar o trabalho e o trabalhador!

O sindicato e a categoria esperam que o sindicato patronal retome as negociações e melhore um pouco mais a sua proposta. Caso contrário, as mobilizações de greve tendem a crescer cada vez mais nas próximas semanas. Durante a assembleia, os trabalhadores e trabalhadoras presentes tomaram conhecimento do resultado das pesquisas feitas pelo sindicato em seis grandes fábricas de nossa base metalúrgica, mais algumas fábricas de pequeno porte de Cachoeirinha.

Segundo a pesquisa, que teve a participação de 1.679 pessoas, 85,77% entenderam que a proposta patronal era insuficiente para o fechamento de um acordo coletivo e quase 80% dos entrevistados admitiram fazer greve para buscar melhor aumento. Portanto, a pesquisa referendou a decisão da assembleia, mostrando que a categoria está efetivamente disposta de lutar por um reajuste melhor.

Fonte e imagem: Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul


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