
09/10/2009
Após 15 dias de greve, os bancários das principais capitais do país e de bancos privados resolveram aceitar a nova proposta salarial oferecida pela Fenaban (braço sindical da Febraban - Federação Brasileira dos Bancos) e retomar as atividades. Mas a paralisação segue entre os empregados da Caixa Econômica Federal, que decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado. Não houve avanços na negociação específica realizada entre o banco e comando nacional de greve, em São Paulo.
A diretora do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul, Vaine Andreguete, explica que o caso da Caixa é diferente dos demais bancos. Além do reajuste salarial e de um novo acerto sobre a divisão da participação sobre lucros e resultados, os servidores da Caixa reivindicavam também melhorias como o aumento no número de funcionários. “Decidimos manter a greve pois não houve avanços significativos nas nossas negociações”, resume Vaine.
Quem tem contas a pagar ou benefícios a receber na Caixa, pode procurar uma casa lotérica conveniada ao banco. Pagamentos e recebimentos referentes ao INSS, por exemplo, estão sendo realizados nesses locais.
A proposta
A proposta da Fenaban foi apresentada quarta-feira ( 7 de outubro) ao Comando Nacional dos Bancários, que levou como indicação aos sindicatos estaduais a saída da greve e aceitação da proposta. A proposta de reajuste salarial era de 6%. Na primeira reunião de negociação, a federação tinha oferecido reajuste de 4,5%.
Além do reajuste, a Fenaban manteve o teto de distribuição do PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) em 2% do lucro líquido dos bancos aos funcionários e teto de R$ 2.100.
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