
13/10/2009
As centrais sindicais preparam, para as próximas semanas, a deflagração de paralisações de trabalhadores em vários estados e a divulgação de um placar com os nomes dos parlamentares que apoiam e dos que se opõem à proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
As novas etapas da ofensiva sindical em favor da aprovação da proposta foram anunciadas na semana passadas apoós uma série de encontros de dirigentes das centrais com deputados federais. Para Joílson Cardoso, secretário de política sindical e relações institucionais da CTB, essa negociação deve ser feita o mais breve possível.
"Essa conversa com os líderes dos partidos é o que queremos. Precisamos que eles defendam nas bancadas a proposta da redução para obtermos maioria e agilidade na votação", destacou.
De acordo com os sindicalistas que participaram da reunião, Temer cogita a abertura de uma comissão na Câmara para analisar os impactos dessa redução e tentar fechar acordo, primeiro, entre os empresariados e os trabalhadores. "Os argumentos estão postos, já houve uma votação unânime a favor da redução na comissão especial e também a audiência pública, quando mais uma vez os argumentos ficaram claros. Na última década as empresa tiveram um lucro muito grande, mais de 180% e o impacto com redução da jornada será de apenas 1,9%", revelou o dirigente da CTB.
Além disso, no dia 11 de novembro ocorre a VIª Marcha da Classe Trabalhadora, com a presença de 100 mil manifestantes nas ruas de diversas cidades do país. A redução da jornada de trabalho será um dos temas da manifestação.
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