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Reajuste dos aposentados não trará desastre nas contas do governo, diz Paim

03/11/2009

Senador gaúcho defendeu fim da "enrolação" e aprovação de aumento acompanhando o do salário mínimo

O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu hoje, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, o fim da "enrolação" e a aprovação na Câmara do projeto que garante a todos os benefícios mantidos pela Previdência Social o mesmo aumento concedido ao salário mínimo.

— Estamos discutindo um reajuste para 1° de janeiro de 2010 e 1° de janeiro de 2011. Não vejo porque tanto drama. Não trará nenhum desastre nas contas do governo, como alguns tentam levantar a ideia. Estamos falando de reajuste de R$ 2,5 bilhões (se for aprovado reajuste de 5%) em um orçamento de quase R$ 300 bilhões da Seguridade. Vamos assegurar para os aposentados o mesmo reajuste oferecido ao mínimo — disse o autor da proposta que será votada amanhã.

A regra também beneficia os 8,1 milhões de aposentados e pensionistas que ganham acima do mínimo. A proposta é a mais polêmica da semana e foi pautada pelo presidente Michel Temer.

Paim acredita que a matéria não será vetada pelo presidente Lula.

— Não vejo necessidade do presidente vetar a matéria. Nós sabemos que só em renúncia fiscal foram mais de R$ 150 bilhões da Seguridade e, mesmo assim, há superávit anual de R$ 50 bilhões em média — disse Paim.

A emenda recebeu parecer favorável da comissão especial que analisou a matéria. Desde junho, o governo tenta negociar com representantes dos aposentados uma proposta alternativa, mas até agora não houve acordo. Para o Executivo, o reajuste unificado pode comprometer as contas da Previdência nos próximos anos.

— A maioria defende que seja aprovado o projeto como ele veio do Senado. Espero que a gente consiga chegar num entendimento. Se chegarmos a um consenso, pode ser votado por unanimidade. O aposentado até hoje só perdeu — reclamou o senador.

O movimento dos aposentados alega que no governo Lula os reajustes do salário mínimo somaram 90,21%, incluindo este ano, enquanto que os das aposentadorias acima do piso subiram apenas 49,82%.

— Não dá mais para ficar nessa enrolação. Tem é que votar. É assim que se faz a democracia e o próprio Parlamento — pediu Paim.

Com informações da Agência Câmara.

ZEROHORA.COM



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