
13/11/2009
O pagamento do 13º terceiro salário aos trabalhadores brasileiros deve injetar cerca de R$ 84,8 bilhões na economia, valor 8,7% maior que o estimado para o ano passado, segundo previsão do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Os gastos desses recursos significam forte estímulo à economia nacional, ampliando a demanda, as vendas do comércio e a produção industrial.
Estudo divulgado nesta terça-feira (10) revela que o montante representa cerca de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e deve ser pago a 69.925 mil pessoas, número 2,4% maior que o calculado em 2008. O Dieese calcula que 1,7 milhão de pessoas passaram a receber o benefício neste ano.
Média de R$ 1.150
"O movimento de demissões concentrados entre novembro de 2008 e fevereiro de 2009 e a retomada das contratações em ritmo mais vagaroso, foi, sem dúvida um elemento importante para que o conjunto de beneficiários do abono neste fim de ano não tivesse um crescimento maior", informou comunicado.
De acordo com a entidade, o aumento no valor a ser pago se justifica principalmente pelo maior número de beneficiários e pelo aumento das remunerações médias. O valor médio nacional a ser pago a título de 13º foi estimado em R$ 1.150 pelo Dieese, cerca de 4% acima do calculado em 2008. Entre os beneficiários da Previdência Social e os aposentados e pensionistas do Regime Único da União, o valor médio nacional a ser pago é de R$ 944.
Valores e parcelas
Os empregados do mercado formal receberão, em média, R$ 1.390.
Cada trabalhador doméstico com carteira assinada terá direito a um valor médio de R$ 565. Do montante a ser pago a título de 13º, cerca de 20% dos R$ 85 bilhões – aproximadamente R$ 17 bilhões serão pagos aos beneficiários do INSS.
Outros R$ 58,6 bilhões, ou 69% do total, irão para os empregados formalizados; incluindo os empregados domésticos. Aos aposentados e pensionistas da União, caberá o equivalente a R$ 4,8 bilhões (5,7%) e aos aposentados e pensionistas dos Estados, R$ 4,3 bilhões (5,1%).
O Dieese elaborou suas estimativas com base nos dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Também foram consideradas informações da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referente a 2008, e informações do Ministério da Previdência e Assistência Social e da Secretaria Nacional do Tesouro.
Fonte: Portal CTB
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