
01/12/2009
Com crescimento de 3,8%, outubro é o terceiro mês consecutivo de alta na economia caxiense
Caxias do Sul – Os números da economia caxiense em outubro confirmam a retomada na indústria. Sobre setembro, as compras industriais tiveram alta de 16,4%. A utilização da capacidade instalada passou de 72% para 75% e 1.897 novos postos de trabalho foram abertos na cidade em outubro. O crescimento das importações, em 7,6%, também é um indicativo da compra de maquinário e matéria-prima.
Na economia em geral, outubro é o terceiro mês consecutivo com crescimento em relação ao período anterior. Houve alta de 3,8% no desempenho, de acordo com os dados divulgados ontem pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) e pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Caxias do Sul (CDL). Apesar do crescimento no mês, no acumulado do ano, a economia da cidade ainda registra perdas de 7,8%.
– Os empregos devem fechar dezembro com saldo positivo. Isso se deve ao mercado interno – avalia o diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC, Alexander Messias.
Ele destaca que o câmbio ainda é uma preocupação. Com o dólar baixo, as exportações acumulam no ano queda de 45,6% na cidade. Ele aponta que as vendas para o Exterior neste ano caíram para patamares abaixo dos de 2005.
– A indústria está sendo muito afetada. Se não há uma estratégia para diversificar, existe até risco de fechar as portas – alerta.
No comércio, o mês de outubro apresentou queda de 2,9% sobre setembro. No entanto, o diretor de Economia e Estatística da CDL, Miguel Fortes, pondera que, com exceção de automóveis e autopeças, todos os outros setores tiveram desempenho positivo ou estável.
– O setor de automóveis tem um peso muito grande no levantamento, de 30% – explica.
A expectativa do comércio é que a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que agora foi estendida aos móveis, incremente as vendas de fim de ano. Fortes aponta que há uma movimentação para que o benefício seja concedido também a outros setores, como o coureiro calçadista. No entanto, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse ontem que o governo não prorrogará o benefício e não estuda a redução do IPI para outros setores.
Fonte: Jornal Pioneiro
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