
07/12/2009
O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul e da Região fez assembleia em frente a empresa Tome para debater o problema no pagamento das horas-extras. A empresa estava pagando esses adicionais por fora, sem incluir os rendimentos na folha de pagamento, o que acarreta prejuízos aos funcionários. O vice-presidente do Sindicato, Leandro Velho, lembra que o trabalhador só perde com esse tipo de prática. "Uma pessoa que faz 30 horas-extras por mês, por exemplo, no final do ano, vai ter perdido um salário".
Evandro Weisz, do departamento Jurídico do Sindicato, lembra que as horas-extras entram no cálculo de todos os rendimentos do trabalhador durante o ano. As férias, o 13º salário, o FGTS e até os cálculos para aposentadoria levam em conta as horas-extras. Mas para isso, elas precisam constar na folha de pagamento. "O trabalhador que não tem as horas pagas em folha de pagamento sai prejudicado até em caso de uma futura demissão. Quem vai provar que ele fez as horas e tem direito a receber se elas não estiverem na folha?"
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