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Confecom termina com mais de 600 propostas aprovadas

18/12/2009

Depois de três dias de debate, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) encerrou ontem (17 de dezembro) com a aprovação de mais de 600 propostas que tratam da produção de conteúdo, meios de distribuição e direitos e deveres para o setor. O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região participou dos debates com dois delegados, o diretor de comunicação da entidade, Alberto do Nascimento Gonçalves, e o coordenador de comunicação, Clomar Porto. "Não conseguimos promover todas as mudanças que gostaríamos, mas a própria realização da Conferência já foi uma conquista. Os movimentos sociais precisam, agora, continuar mobilizados para avançar ainda mais ", avaliou Gonçalves.


 


As sugestões foram aprovadas por consenso nos 15 grupos de trabalho ou na votação da plenária que durou dois dias. Algumas das propostas tratam do fim da criminalização das rádios comunitárias que funcionam sem outorga e regulamentação de artigo da Constituição Federal que proíbe os monopólios. Agora, as propostas serão compiladas e encaminhadas ao Poder Executivo, que vai elaborar um documento final  e o enviará ao Congresso Nacional.



“É uma fotografia da legitimação das ideias dos setores da sociedade aqui representados. Espero que seja subsídio importante na reflexão da construção de políticas públicas de comunicação”, disse o presidente da comissão organizadora da Confecom, Marcelo Bechara.



Para o integrante da organização Intervozes, Jonas Valente, o evento abriu as portas para a “construção de uma agenda de democratização da comunicação”.



Outro tema que ganhou destaque foi a obrigatoriedade do diploma para a profissão de jornalista, derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho deste ano. A conferência aprovou uma moção a favor da exigência do diploma para os jornalistas.



Bechara acredita que as propostas saídas do evento podem sensibilizar o Congresso Nacional na avaliação de projetos. “[As propostas] dão um peso político a mais na tentativa de sensibilizar o Congresso Nacional a resgatar o diploma do jornalista”, disse.



O público da conferência foi de quase 1.700 pessoas, representando o empresariado, o Poder Público e a sociedade civil. Para Bechara, a ausência das associações das grandes empresas de comunicação, não prejudicou a legitimidade da conferência. “Muitos não participaram da comissão organizadora, mas vieram como observadores.”



Para Valente, da Intervozes, a ausência de representantes das associações das grandes empresas de comunicação demonstrou a resistência desses empresários em “dialogar sobre a agenda da comunicação".




Fonte: Agência Brasil


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