
13/01/2010
Estatísticas divulgadas nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ) indicam que o emprego cresceu 1,1% na indústria em novembro perante outubro, no quinto avanço consecutivo. É sinal de uma recuperação robusta e aparentemente sustentável no setor da economia mais afetado pela crise mundial do capitalismo.
O nível de emprego pré-crise, porém, ainda não foi alcançado. Em relação a novembro de 2008 houve queda de 4,1%, a 12ª taxa negativa seguida. No acumulado do ano, a baixa foi de 5,5%. Em 12 meses, o recuo correspondeu a 5,2%.
Corte
No confronto anual, 13 das 14 áreas analisadas pelo IBGE e 16 dos 18 segmentos avaliados tiveram corte de pessoal. São Paulo (-3%) exerceu o maior impacto negativo na taxa global, em função da dimensão da sua indústria. Foi seguido por Minas Gerais (-9,1%), região Norte e Centro-Oeste (-6,5%) e Paraná (-5,5%).
Por ramo, as quedas mais expressivas foram observadas em meios de transporte (-10,4%) e máquinas e equipamentos (-9%). Em sentido inverso, houve contratações em papel e gráfica e em fumo.
Salários em queda
O valor real da folha de pagamentos dos trabalhadores do setor caiu 0,8% em novembro do ano passado, em relação ao mês anterior, e cedeu 2,7% ante novembro de 2008. Já o número de horas pagas pelo setor industrial subiu 0,9% no penúltimo mês de 2009, frente a outubro, mas diminuiu 3,6% na comparação com novembro de um ano antes.
O aumento do número de horas pagas associado ao declínio do valor real da folha de pagamentos sugere que os salários estão em queda e que o pessoal admitido está recebendo menos do que os trabalhadores e trabalhadoras que foram demitidos.
Fonte: Portal CTB
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