Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012

Notícias

Notícias

Notícia Principal

Dieese aponta as vantagens da redução da jornada de trabalho

04/03/2010

Há uma campanha nacional em defesa da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. E o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região está engajado nela. Os empresários e seus representantes políticos são contra a mudança, mas dados mostram que até mesmo as empresas irão ganhar com a redução. 


 


O DIEESE, entidade criada pelo movimento sindical e que há 54 anos realiza estudos, pesquisas e análises de temas de interesse dos trabalhadores, tem acompanhado as centrais sindicais na luta pela aprovação dessa proposta e elaborou um documento com as seguintes informações:




- O custo com salários no Brasil é muito baixo quando comparado com outros países, segundo informações do Departamento de Trabalho Americano. Assim, a redução da jornada de trabalho não traria prejuízos à competitividade das empresas brasileiras.



- Custo horário da mão de obra manufatureira em 2007 (em dólares):
Alemanha -  37,66
Reino Unido - 29,73
França - 28,57
Estados Unidos -  24,59
Espanha - 20,98
Japão - 19,75
Coréia - 16,02
Singapura - 8,35
Taiwan - 6,58
Brasil - 5,96
México - 2,92
Fonte: U.S Department of Labor, Bureau of Labor Statistics, 2009.
Elaboração; DIEESE



- Em relação aos encargos sociais no Brasil, os empresários defendem a tese de que estes representam 102% do salário dos trabalhadores, partindo de um cálculo que não é correto. Vários itens considerados encargos nessa conta são, na verdade, parte da remuneração do trabalhador. Encontram-se nesta situação o pagamento de férias, 13º salário, descanso semanal remunerado, FGTS. Tudo isso vai para o trabalhador e, portanto, não é encargo social.  Na verdade, os encargos mesmo representam 25,1% da remuneração total do trabalhador.



- O peso dos salários no custo total de produção no Brasil é baixo, em torno de 22%, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Uma redução de 9,09% na jornada (de 44 para 40 horas) representaria um aumento no custo total da produção de apenas 1,99%. 



- Comparando-se este pequeno acréscimo no custo médio de produção com os expressivos ganhos de produtividade, tal impacto é muito possível de ser absorvido pelo setor produtivo, isso sem considerar a perspectiva de ganhos futuros de produtividade. O aumento da produtividade do trabalho entre os anos de 1988 e 2008 está em torno de 84%, segundo dados do IBGE, para a indústria de transformação. 



- O Brasil tem um contingente grande de desempregados – em torno de 3 milhões, apenas nas sete regiões metropolitanas pesquisadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pelo DIEESE, a Fundação Seade e convênios regionais. A proposta de redução da jornada das atuais 44 para 40 horas semanais tem potencial para gerar mais de 2,5 milhões de postos de trabalho. 



- A duração da jornada efetivamente trabalhada no Brasil é uma das maiores do mundo. Soma-se a isso ainda a falta de limitação semanal, mensal ou anual para a realização de horas extras. Em diversos países, como Argentina, Uruguai, Alemanha, França, há limitação anual para a realização de horas extras que ficam entre 200 e 280 horas/ano, em torno de 4 horas extras por semana. O fim das horas extras teria um potencial para gerar cerca de 1 milhão de postos de trabalho. Por esta razão, é necessário combinar a redução da jornada com mecanismos que coíbam e limitem a utilização das horas extras.



- A combinação de todos estes fatores
desencadeados pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, provocaria a geração de um círculo virtuoso na economia, combinando a ampliação do emprego, o aumento do consumo interno, a elevação dos níveis da produtividade do trabalho, a melhoria da competitividade do setor produtivo, a redução dos acidentes e doenças do trabalho, a maior qualificação do trabalhador, a elevação da arrecadação tributária, enfim um maior crescimento econômico com melhora da distribuição de renda.
 

A redução da jornada de trabalho possibilitaria aos trabalhadores dedicar mais tempo para o convívio familiar, o estudo, o lazer e o descanso, melhorando a qualidade de vida deles.


 


Fonte: Dieese


Enviar Comentário
Mais Notícias

Mais Notícias

notícia 02
07/02/2012
Trabalhadores da Invensys chamam a atenção sobre necessidade de combater assédio no local de trabalho
Os trabalhadores da Invensys voltaram a trabalhar nesta terça-feira, dia 7, após representantes…
notícia 02
06/02/2012
Trabalhadores da Invensys paralisam em sinal de protesto contra assédio
Os trabalhadores da Invensys paralisaram as atividades nesta segunda-feira, dia 6, em sinal de protesto…
notícia 02
01/02/2012
Jornal 12 de fevereiro mostra como foi a confraternização dos Metalúrgicos
A primeira edição de 2011 do jornal 12 de Fevereiro traz como destaques a confraternização…
notícia 02
31/01/2012
10ª Copa - Jogos Metalúrgicos de Verão já tem o primeiro campeão
  No último domingo, 29 de janeiro, o Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul…
®2009. Todos os direitos reservados.
Sindicato dos trabalhadores metalúrgicos de Caxias do Sul e região.
BiTS - Business IT Solutions
ilume Comunicação Integrada