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Trabalhadores gregos se moblizam para nova greve de 24 horas

10/03/2010

Quase 2,5 milhões de trabalhadores do setor público e privado da Grécia foram convocados para fazer nesta quinta-feira outra greve geral de 24 horas em protesto contra as medidas tomadas pelo Governo grego para reduzir o déficit público.

Esta é a terceira convocação de greve geral feita pelos sindicatos gregos nas principais cidades do país desde que as medidas foram anunciadas, em fevereiro, com o objetivo de arrecadar 4,8 bilhões de euros para reduzir o déficit de 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em quatro pontos percentuais até o final de 2010.

A atividade no setor público pode ser afetada pela greve convocada pela União de Empregados Civis, que tem cerca de 500 mil filiados e protesta contra os cortes de pagamentos extraordinários e o congelamento das aposentadorias e dos salários.

Todos os voos de e para a Grécia a partir das 0h de amanhã (19h de hoje em Brasília) serão cancelados durante 24 horas, e dezenas de outros voos foram transferidos para hoje e sexta-feira por causa da participação dos controladores aéreos na greve.

O transporte público não funcionará durante toda a quinta-feira, à exceção do trem que liga o norte ao sul da Grécia, que circulará com restrições. Os navios permanecerão nos portos.

A Confederação Geral de Trabalhadores da Grécia, que representa mais de 1,5 milhão de trabalhadores do setor privado, protesta contra os cortes salariais porque podem se estender à iniciativa privada, apesar das garantias dadas em sentido contrário pela Câmara de Industriais de Atenas.

O sindicato Pame denunciou hoje em comunicado "pressões e um clima de terror e de chantagem contra os trabalhadores por parte da patronal para que participem da greve".

"As medidas terão que ser revisadas. São os ricos que devem pagar a crise", declarou  Giorgos Pondikos, porta-voz do Pame, que representa mais de 500 mil trabalhadores dos setores público e privado.

Segundo Pondikos, o Governo do primeiro-ministro socialista, Giorgos Papandreou, "poderia tirar os fundos necessários dos 600 milhões de euros dos bancos, ou dos 12 bilhões de euros das companhias inscritas na Bolsa de Valores de Atenas, e inclusive dos 30 bilhões de euros que o Estado ainda não arrecadou com a evasão de impostos das empresas".

Com informações da EFE


 


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