
15/04/2010
A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e demais centrais sindicais estiveram reunidas na manhã de hoje, 15, com o Chefe da Casa Civil, Bercilio Luiz da Silva. O objetivo do encontro foi apresentar ao novo Secretário as reivindicações dos trabalhadores gaúchos referentes ao reajuste do Piso Salarial Regional.
Guiomar, da CTB, entrega reivindicações dos trabalhadores ao governo
Na pauta dos trabalhadores está o pedido de reajuste de 14% para o piso regional, além da alteração de faixas salariais e criação de novas faixas que incluam categorias profissionais.
As centrais sindicais saíram do encontro desapontadas com a decisão do Governo do Estado, apresentada pelo chefe da Casa Civil, que abdicou de sua responsabilidade de apresentar um projeto para o reajuste do Piso, transferindo-a para a Assembléia Legislativa.
“O Governo Yeda demonstra, mais uma vez, a sua insensibilidade com a possibilidade de incentivo ao crescimento econômico do Rio Grande, a geração de empregos e a distribuição de renda”, afirma o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor. “A responsabilidade de apresentar uma proposta é do Executivo, mas o Governo do Estado renuncia o cumprimento de suas tarefas”, diz Vidor. Para ele, trata-se de um Governo que subverte a marca progressista da sociedade gaúcha e pactua com atitudes equivocadas que visam destruir o Piso Regional.
Mesmo diante desta nova situação, as centrais sindicais já definiram que continuarão a luta e a mobilização pela valorização do piso regional, mas voltam suas baterias para negociar junto ao parlamento gaúcho. “Já contamos com dois importantes aliados no Parlamento”, informou Guiomar, referindo-se aos deputados estaduais Raul Carrion (PCdoB) e Heitor Schuch (PSB), que também estiveram na Casa Civil. Uma audiência pública já ficou marcada para o dia 28 de abril, na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa.
Para o presidente da CTB a mobilização continua e deve se fortalecer, já que “é urgente estabelecer uma estratégia de recomposição das perdas salariais e retomar a pauta do piso na sua integralidade, pois o mesmo tem sido um instrumento importante na distribuição de renda para as camadas sociais mais pobres e fomentador do consumo e do desenvolvimento”, arrematou Guiomar Vidor.
Por Sônia Corrêa
Foto: Márcia Carvalho
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