
Mobilização na San Marino
28/06/2010
O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região iniciou na manhã desta segunda-feira (28 de junho) a série de assembleias para discutir com os trabalhadores das empresas o dissídio da categoria. O primeiro ato foi realizado em frente a San Marino, com os trabalhadores do turno da manhã.
Apesar do frio e da chuva que caía de manhã cedo, 100% dos funcionários pararam a produção por uma hora e meia e ficaram em frente à fábrica para dar apoio ao Sindicato. Os trabalhadores aprovaram por unanimidade a mobilização do Sindicato.
De hoje até 12 de julho, quando deverá ocorrer uma grande manifestação envolvendo toda a cidade, serão realizadas assembleias com os trabalhadores metalúrgicos da região todos os dias. "Para conquistarmos nossos direitos, precisamos ir pra luta", declarou o secretário-geral do Sindicato, Jorge Rodrigues, lembrando que as conquistas da categoria dependerão da sua mobilização.
O Sindicato dos Trabalhadores está reivindicando 10% de aumento real mais a reposição da inflação, que foi de 5, 31%, além de outros 70 itens, que visam melhorar a qualidade de vida do trabalhador. Mas o Simecs se dispôs a pagar apenas 7,5% de reajuste (5, 31% da inflação mais 2,19% de aumento real).
Entre as cláusulas sociais que estão sendo negociadas com os patrões estão a licença-maternidade de seis meses e o Vale Cultura, que prevê o pagamento de R$ 50 para cada trabalhador gastar em livros, CDs, DVDs ou entradas para o cinema ou espetáculos de teatro. O presidente em exercício do Sindicato, Leandro Velho, lembra que nos dois casos, o dinheiro para pagar os benefícios não sairia do bolso dos empresários, mas, mesmo assim, eles se negam a pagar. "Os recursos para pagar o Vale Cultura e ampliar a licença-maternidade, que hoje é de quatro meses, para seis meses, viriam dos impostos, que todos nós pagamos. Ou seja, não faria nenhuma diferença no lucro deles. Mesmo assim, não querem pagar".
Velho lembrou que os próprios empresários de Caxias, quando discursam, afirmam que a cidade tem a melhor mão-de-obra do mundo. Mas, na hora do dissídio, recusam o aumento solicitado pela categoria. "Dizem que nós somos a melhor mão de obra do mundo, mas não querem pagar por ela. Oferecem um aumento absurdo desses e não aceitam negociar as cláusulas sociais. Essa é a valorização que eles dão ao nosso trabalho".
O Sindicato seguirá com as mobilizações até que se chegue a um acordo referente ao dissídio. "Temos que nos unirmos para fazer uma grande mobilização e parar essa cidade no dia 12 de julho. Vamos mostrar a força e a importância que tem a nossa categoria para essa cidade."
Nome:
Anônimo
Comentário: Parabens mais uma vez a este sindicato que não se esconde e vai a luta, do que adianta ter a mão de obra mais qualificada que é colocada na cidade, da riqueza que é produzida por estes trabalhdores tão valiosos, se na hora de pagar para o patrão é…
Nome:
fera
Comentário: faz nescessario os trabalhadores voltar as ruas, mostrando sua conciencia de classe, mao de obra qualificada, mas com salario digno,piso é importante de mais, que seja acrescido,maior,pois acaba com a rotatividade, salarios das compareiras igual aos homens,…
Assista na TV Metalúrgico: Assédio Moral Invensys: http://t.co/WK8Ik4aH via @youtube
Enviei um vídeo do @YouTube http://t.co/YSxuPqqQ TVM 2012 02 07 Assédio Moral Invensys