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Indústria 4.0 começa a “mostrar a cara” em Caxias do Sul

site randon

Caxias do Sul, 29 de janeiro de 2020, e o destaque da coluna Caixa-Forte do jornal Pioneiro destaca “Randon amplia produção para 130 implementos dia”. São cerca de 30 implementos a mais produzidos diariamente, sem aumentar espaço físico e gerar postos de trabalho.

 

Como assim?

É a 4ª Revolução Industrial que está começando a surgir na cidade. Aumentar a produtividade reduzindo custos é um dos objetivos da Indústria 4.0 que está utilizando a tecnologia como norte, através da internet das coisas, sistemas Ciber-físicos e computação em nuvem, redes de informação integradas, inteligência artificial, impressão 3D, Big Data e diversas outras inovações.

Segundo a publicação do jornal, a Randon iniciou esse processo em 2018. “O projeto é considerado único dentro do grande plano global da Randon Implementos de ampliação de capacidade – iniciado em 2018 e com conclusão em 2020”, diz a publicação. Porém, podemos apostar que os estudos nessa área vem de muito antes. A maior empresa metalúrgica caxiense deve estar pensando na Indústria 4.0 a muito mais de uma década.

 

Trabalhadores

A Randon reorganizou sua estrutura interna, otimizando o espaço. Para o Pioneiro, Alexandre Gazzi, que é COO da divisão montadora das Empresas Randon, ele afirmou que “No mesmo espaço físico de antes, contamos agora com um sistema que nos torna três vezes mais rápidos”.

Não houve geração de empregos, o que também é uma característica da Indústria 4.0, já que tem como objetivo a redução de custos para produção.

A preocupação do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, Assis Melo, é com os trabalhadores e trabalhadoras e os impactos que os esses novos modelos de produção trarão para a sociedade como um todo. “A Indústria 4.0 é uma realidade no mundo, no Brasil é que ela está ainda um pouco atrasada. Nossa direção está estudando o assunto há um certo tempo, pois sabemos que é inevitável. O que nos incomoda é que não tem havido, seja por parte dos empresários, ou dos governos, uma preocupação com as pessoas – com a manutenção dos postos de trabalho e com a requalificação da mão de obra”, acentuou Assis.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, as mudanças no processo produtivo estão chegando e ainda não há alternativas para que as pessoas não sejam descartadas. “É um assunto muito sério, que precisa ser logo tratado. Precisamos que empresários, governo, sociedade e sindicatos encontrem uma saída para os trabalhadores e trabalhadoras. A fila de milhões de desempregados não pode aumentar. A Indústria 4.0 não pode ser mais um fator de desalento, exclusão e miséria para quem trabalha! Ela pode e deve ser uma janela de oportunidades para um trabalhador mais qualificado, mais feliz e que trabalhe menos horas, com a redução das jornadas”, avalia o presidente.