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Inspeção do Cerest Serra e da Vigilância Sanitária apontam necessidade de aprimoramento das medidas de prevenção à Covid-19 na Hyva do Brasil

Sindicato dos Metalúrgicos continua acompanhando empresa que segue com surto do novo coronavírus registrando 26 casos

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – Cerest Serra – e a Vigilância Sanitária de Caxias do Sul entregaram, na quarta-feira, 14 de outubro, o relatório sobre a inspeção realizada na Hyva do Brasil, no dia 05 de outubro, após denúncias de surto do novo coronavírus na empresa. Naquele momento, havia 17 casos confirmados simultaneamente de trabalhadores com Covid-19. A conclusão da análise apontou que “a empresa apresenta medidas de prevenção e de contingência da disseminação da Covid-19 embora necessite aprimorá-las.”

O objetivo da vigilância é intervir no ambiente e nos processos de trabalho para melhorar as condições de vida e saúde dos trabalhadores e trabalhadoras. Para isso, realiza apontamentos e recomendações de medidas e ações a serem adotadas pelas empresas, para que se elimine os riscos de agravo à saúde dos trabalhadores, em especial aqueles relacionados à prevenção da Covid-19.

Relatório

Alguns dos apontamentos do Cerest e da Vigilância são quanto a questão das entradas e saídas, para que se evite aglomerações, que triagem dos trabalhadores com sintomas seja feita por profissional da saúde, adequações em vestiários, banheiros e refeitório, com a sugestão de fazer funcionar o segundo refeitório já existente na planta da unidade 2, já que um único refeitório atende as duas unidades da empresa, possibilitar a ventilação natural em setores com ar condicionado, elaboração e implementação de um plano de testagem para Covid-19, entre outros.

No relatório, destaca-se a “necessidade imediata da adoção das medidas”.

Saúde em primeiro lugar

“No dia 08 de outubro, fomos até a empresa, nos reunimos com seus representantes, Secretaria do Trabalho e Cerest Serra. Naquele momento, havia 17 trabalhadores infectados. A empresa afirmou que tinha protocolo para evitar o contágio. Porém, ressaltamos que se há tantos casos é porque há problemas, há falhas no protocolo. Agora, o Cerest e a Vigilância apontaram as falhas. Esperamos que elas sejam corrigidas o mais rapidamente possível. Isso é questão de saúde, de vidas, dos trabalhadores, trabalhadoras e suas famílias. Metalúrgicos e metalúrgicas, precisam estar vigilantes também. Precisam nos ajudar a fiscalizar. Nossos canais de comunicação estão abertos. Vamos trabalhar juntos para preservar a saúde de todos e todas”, salienta o presidente do Sindicato, Assis Melo.

No momento

De acordo com informações recebidas dos trabalhadores, nesta segunda-feira, 19 de outubro, a empresa registra 26 casos de Covid-19.