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Licença Maternidade

LICENÇA MATERNIDADE 180 DIAS

O Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e região tem priorizado a luta para que todas as empresas locais do setor pareticipem do programa “Empresa Cidadã” e concedam a licença maternidade de 180 dias para suas funcionárias.

No ano de 2010, no acordo coletivo de dissídio, o SIMECS se comprometeu a encaminhar junto as empresas deliberação para que elas passassem a fazer parte do programa.

Veja, abaixo, a lista das empresas caxienses e da região que até agora assinaram a adesão ao programa de licença maternidade de 180 dias.

  • Grupo Randon, formado pela Randon Implementos, Randon Veículos, Fras-le, Master, Suspensys, JOST e Castertech.
  • A Marcopolo
  • Grupo Voges
  • Tomé
  • San Marino
  • Invensys
  • Agrale
  • Nautos
  • Keko
  • TDI Cromo
  • Brinox
  • Tramontina
  • Meincol Distribuidora de Aços Ltda.
  • CIM Componentes
  • Intral Reatores e Luminárias
  • Spheros Climatização do Brasil
  • Madal Palfinger
  • Fras-le
  • Mundial SA
  • Agritech Lavrale S.A
  • Eaton
  • Mastertech
  • Sauer Danfoss
  • Land Star Indústria Metalúrgica Ltda.
  • Cemar Legrand
  • Bepo Acessórios Automotivos de São Marcos

Entenda como funciona o programa:

A licença maternidade pelo período de 180 dias, antes da Lei 11.770 de 09 de setembro de 2008 ser sancionada, já vinha sendo aplicada em algumas cidades e estados, os quais estabeleciam tal período através da aprovação de leis estaduais ou municipais.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vários Estados já haviam aprovado leis que estendiam às servidoras públicas o período de licença maternidade para 180 dias.

Há também vários municípios que já haviam aprovado leis que estendiam este benefício, mas que também só atingiam as servidoras públicas das respectivas cidades, ou seja, este benefício não se estendia aos trabalhadores sob o regime CLT.

Licença no setor privado

No âmbito Federal o projeto de lei (PL 2.513/07) que criava o Programa Empresa Cidadã, foi convertido na Lei 11.770 de 09 de setembro de 2008, aprovada pelo Presidente da República, a qual prevê incentivo fiscal para as empresas do setor privado que aderirem à prorrogação da licença maternidade de 120 dias para 180 dias.

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria apontam que a amamentação regular, por seis meses, reduz 17 vezes as chances de a criança contrair pneumonia, 5,4 vezes a possibilidade de anemia e 2,5 vezes a ameaça de crises de diarréia.

Conforme estabelece a nova lei, as empregadas das empresas privadas que aderirem ao Programa – inclusive as mães adotivas (de forma proporcional) – terão o direito de requerer a ampliação do benefício, devendo fazê-lo até o final do primeiro mês após o parto.

Já para o empregador que aderir voluntariamente ao Programa, mediante requerimento dirigido à Secretaria da Receita Federal do Brasil, este benefício será estendido automaticamente à todas as empregadas da empresa. Neste caso, não há necessidade de a empregada fazer o requerimento.

A lei prevê que durante a prorrogação da licença-maternidade a empregada terá direito à remuneração integral. Os dois meses adicionais de licença serão concedidos imediatamente após o período de 120 dias previsto na Constituição.

No período de prorrogação da licença a empregada não poderá exercer qualquer atividade remunerada e a criança não poderá ser mantida em creche ou organização similar, já que tais situações estariam contra o objetivo do programa.

VALIDADE A PARTIR DE 2010 – RESPONSABILIDADE FISCAL

A lei foi sancionada em 09.09.08, mas conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00), o Executivo precisava analisar o impacto fiscal da renúncia dos impostos que deixariam de ser recolhidos por parte das empresas e regulamentar através de decreto.

A regulamentação da Lei 11.770/2008 ocorreu no final de dezembro de 2009 por meio do Decreto 7.052 de 23 de dezembro de 2009, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 2010.

O decreto prevê ainda que a empregada que esteja em gozo de salário-maternidade na data de sua publicação poderá solicitar a prorrogação da licença, desde que requeira no prazo de até 30 (trinta) dias.

Pela lei os quatro primeiros meses de licença-maternidade continuarão sendo pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os salários dos dois meses a mais serão pagos pelo empregador.

A pessoa jurídica tributada com base no lucro real poderá deduzir do imposto devido, em cada período de apuração, o total da remuneração integral da empregada pago nos 60 (sessenta) dias de prorrogação de sua licença-maternidade, vedada a dedução como despesa operacional.

DIREITO COMPARADO – LICENÇA-MATERNIDADE EM OUTROS PAÍSES

Veja como funciona o benefício da licença-maternidade em outros países:

  • – Austrália: licença de 52 (cinqüenta e duas) semanas não remuneradas, ou seja, 1 (um) ano;
  • – Argentina: licença de 3 meses (90 dias) remunerada pelo governo e 3 meses (90 dias) opcionais sem remuneração;
  • – China: licença de 3 meses (90 dias) não remunerada;
  • – Cuba: 18 semanas (126 dias) de licença pagas pelo governo;
  • – Espanha: licença de 16 semanas (112 dias) paga pelo governo;
  • – Estados Unidos: licença de até 12 semanas (84 dias) paga pelo governo;
  • – França: 3 meses (90 dias) de licença em caso de parto normal e 4 meses (120 dias) em caso de cesariana. Os custos são pagos pelo governo;
  • – Índia: para o setor privado, não há previsão legal específica e a licença varia de acordo com a empresa. Funcionários públicos têm direito a 4 meses e meio (135 dias);
  • – Itália: 5 cinco meses (150 dias) de licença. O governo paga 80% do salário;
  • – Japão: licença de até 14 semanas (98 dias). Dependendo da empresa, 60% da remuneração é coberta por seguradoras ou governo;
  • – Portugal: 4 meses (120 dias) de licença remunerada pelo governo;
  • – Uruguai: licença de 12 (84 dias) semanas paga pelo governo.