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Má condução do Governo Federal na economia acelera inflação e prejudica o poder de compra dos trabalhadores

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – registrou alta recorde de 0,96% em julho a maior alta para julho desde 2002, conforme divulgado nesta terça-feira (10/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Especialistas apontam que a aceleração da inflação ocorrida nos últimos meses é consequência da política do governo federal nos preços administrados, que chegaram ao aumento de 13,5% em doze meses. Os chamados preços administrados são aqueles cujas tarifas são definidas pelo governo e agências reguladoras, incluindo a área da telefonia, energia elétrica, planos de saúde, pedágios, etc. A alta nas contas da energia elétrica incentivada pelo desmonte e privatização da Eletrobrás e a adoção de bandeira vermelha na tarifa da população é um dos principais causadores de pressão na inflação.

Não só a meta de inflação vai ser estourada, como o prejuízo aos trabalhadores e trabalhadoras tende a continuar. Isso porque, além da conta de luz abusiva, o preço dos itens de consumo continua em alta. O principal impacto está no preço dos alimentos, que registram índice de aumento de 16,04%, retirando a capacidade de consumo e apertando cada vez mais as contas no final do mês.

Além disso, os preços em alta atuam como freio à recuperação econômica que se esboçava com o avanço lento da vacinação. Outro componente que age como freio são os juros em alta do Banco Central, que elevou em 1% a Selic de uma vez só na última quarta-feira, sinalizando mais subidas até o fim do ano. Na prática, essas medidas prejudicam os trabalhadores e também o setor produtivo da economia, privilegiando o capital rentista e especulativo que não gera empregos e ainda incentiva a crise econômica para lucrar mais.