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MBL frauda Facebook pra espalhar fake news e pode ser banido da plataforma

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Com essa comprovação de fraude às regras do Facebook duas questões se colocam. A primeira é que a plataforma não é segura e não consegue fazer valer suas regras. A segunda é em relação ao uso das punições.

A estratégia digital do Movimento Brasil Livre (MBL) envolve o uso de aplicativos que burlam as mudanças no algoritmo do Facebook, que desde o início deste ano diminuiu o alcance de páginas. Segundo reportagem de Gabriel Cariello e Marco Grillo, do Globo, a página do movimento utilizou um aplicativo chamado Voxer para fazer compartilhamentos de postagens em massa.

Esse aplicativo, no entanto, foi desativado pela rede social por violar as normas do Facebook. “O aplicativo Voxer foi removido por ferir nossas políticas para desenvolvedores, que visam garantir a privacidade e proteger os dados das pessoas”, afirmou o Facebook ao Globo.

Até o momento a plataforma, porém, não havia banido as páginas do MBL, que foram as que se beneficiaram do app. Em grupos de whatsapp já se inicia um movimento para que isso aconteça.

Como o MBL burlou o Facebook

Entre os dias 16 e 28 de março, cerca de 400 perfis compartilharam 16 postagens de forma idêntica. Entre elas, uma com a mensagem “Lula na cadeia!” e um vídeo sobre Lula com a legenda: “Você é a favor da prisão em segunda instância?”. A resposta foi publicada pelo Voxer de forma automática no perfil dos seguidores: “SIM!!” – todas as reproduções tinham as letras maiúsculas e as duas exclamações no final.

A página do MBL foi uma das principais propagadoras da postagem falsa contra Marielle Franco. A calúnia publicada pela desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Marília Castro Neves, foi compartilhada na página Ceticismo Político. A página foi removida do Facebook, pois pertencia a um perfil fake, criado por Carlos Augusto de Moraes Afonso, sócio de dirigentes do MBL em duas empresas de tecnologia da informação.

O MBL surgiu em 2014 com a principal bandeira de tirar Dilma Rousseff da Presidência da República. Hoje o movimento está focado na defesa da prisão de Lula.

Com essa comprovação de fraude às regras do Facebook duas questões se colocam. A primeira é que a plataforma não é segura e não consegue fazer valer suas regras. A segunda é em relação ao uso das punições. Se apenas banir a empresa que se utilizou do aplicativo e não páginas como a do MBL que distribuíram fake news com a sua contratação, o Facebook perde completamente a possibilidade de continuar debatendo o tema.

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